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Filarmónica Recreativa Cortense

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Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

Eurovisão: mais 18 países vão tentar apanhar hoje o barco até à final

A segunda semifinal do Festival Eurovisão da Canção está marcada para esta quinta-feira, 10 de maio. Dos 18 países em competição, apenas 10 vão conquistar um lugar na final.

Áustria, Estónia, Chipre, Lituânia, Israel, República Checa, Bulgária, Albânia, Finlândia e Irlanda foram os primeiros países que conquistaram um lugar na final do Festival Eurovisão da Canção, juntando-se aos 'big five' (Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Itália) e a Portugal, o vencedor da edição de 2017. Esta quinta-feira, 10 de maio, mais 18 delegações vão mostrar o que valem para tentar seguir viagem até à última fase do concurso.

Para os fãs, a segunda semifinal não contam com tantas boas canções como a primeira. Mesmo assim, garantem que tudo pode acontecer, apesar de defenderem que vencedor será um dos países que participou na primeira fase de seleção do festival - Chipre, Noruega e Israel são os favoritos.

Recorde aqui a primeira semifinal da Eurovisão.

A semifinal desta quinta-feira abre com a atuação da Noruega, o país que mais vezes ficou em último lugar - 11 vezes, quatro das quais com zero pontos. Mas o país também já conquistou várias vezes o troféu três vezes (1985, 1995 e 2009) - este ano espera repetir o feito e para isso conta com um vencedor, Alexander Rybak.

O cantor nascido em Minsk, na Bielorrússia, deu a última vitória  Noruega no Festival da Eurovisão, com a canção "Fairytale", e é um dos favoritos para ganhar a final de 12 de maio. Tal como em 2009, Rybak também é este ano autor da letra e da música.

Depois de Alexander Rybak, é a vez dos The Humans apresentarem "Goodbye" no palco da Altice Arena. Mas a Romênia espera não dizer já esta quinta-feira adeus à Eurovisão, mas o tema ocupa os últimos lugares nas casas de apostas online.

Sérvia, San Marino, Dinamarca, Rússia, Moldávia, Holanda, Austrália, Georgia, Polônia, Malta, Hungria, Letónia, Suécia, Montenegro, Eslovénia e a Ucrânia também atuam na segunda semifinal. De acordo com as casas de apostas e os palpites dos fãs na sala de imprensa, a canção da Suécia, representada por Benjamin Ingrosso, é a favorita.

O país de onde são originários os vencedores do concurso que atingiram maior sucesso a nível mundial, os ABBA, chega à 63.ª edição do Festival da Eurovisão da Canção com seis vitórias (1974, 1984, 1991, 1999, 2012 e 2015) e dois últimos lugares (1963 e 1977).

Já a atuação da Dinamarca é uma das mais fortes da segunda semifinal. Com 'barcos' em pano de fundo, os artistas que representam o país estão vestidos como vikings e apostam numa coreografia com garra. No ensaio geral, Rasmussenfoi o grande destaque.

Depois da Dinamarca, será a vez da Rússia subir ao palco da Altice Arena. Julia Samoylova vai apresentar-se em palco em cima de uma montanha, acompanhada por dois bailarinos e um coro de três vozes.

Julia Samoylova é uma cantora e compositora nascida em 1989 que desde a infância usa uma cadeira de rodas. Foi finalista da versão russa do programa X-Factor e em 2017 foi a escolhida para representar a Rússia na Eurovisão.

No entanto, a Ucrânia, que acolhia nesse ano o concurso em Kiev, impediu a cantora de entrar no país, já que esta tinha atuado em junho de 2015 na Crimeia, cerca de um ano após a anexação da península ucraniana pela Rússia.

Os AWS, formados em Budapeste e 2006 e que se descrevem como uma “banda de metal moderna com atitude”, vão representar a Hungria com uma música cantada na língua materna. Fogo, saltos ao ritmo dos acordes e a energia do vocalista marcaram a atuação do grupo. Para alguns fãs, o país ainda pode surpreender e conquistar um lugar de destaque na final.

Depois dos AWS transformarem a Altice Arena num concerto de metal, chegará a vez da Letónia. A representar este ano o país, que se estreou no festival em 2000 e não falhou uma edição desde então, está Laura de Carvalho Rizzotto, de 23 anos, que nasceu no Rio de Janeiro, onde vive, e é bisneta de portugueses, por parte da mãe, e de uma letã, por parte do pai.

Os países são escolhidos com base nas pontuações do júri e nos votos do público - cada país atribui dois conjuntos de 12, 10, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2 e 1 pontos às dez canções preferidas, um da responsabilidade de um júri nacional e outro definido pelo voto dos espectadores.

O palco da edição de 2018 do Festival Eurovisão da Canção também tem chamado a atenção dos seguidores do concurso.  A estrutura montada na Altice Arena inclui um palco com 460 metros quadrados, rodeado por uma ‘passerelle’ de 220 metros quadrados, que está ligada ao palco por duas pontes metálicas com doze metros cada uma.

A ‘abraçar’ o palco estão três círculos suspensos do teto. O mais pequeno, com 60 metros de comprimento e, o maior, com 120.

Além da música, tal como na primeira semifinal do concurso, o espetáculo vai também contar com momento de humor protagonizado por Herman José. Com texto de Nuno Markl, Ana Markl e Luís Miranda, o comediante, de 64 anos, vai ser a estrela do segmento “Planet Portugal”, que será uma espécie de documentário ao estilo do National Geographic.

Para que isto tudo aconteça, está mobilizada uma equipa composta por cerca de 900 pessoas, à qual se juntam 400 voluntários. Pela Altice Arena irão andar ainda mais mil pessoas, das delegações dos 43 países a concurso.

O Festival Eurovisão da Canção é um formato da União Europeia de Radiodifusão (EBU, sigla em inglês), que este ano é organizado em parceria com a RTP, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.