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Filarmónica Recreativa Cortense

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Orquestra Metropolitana de Lisboa, êxito na China!


In Harmúsica

Segundo a agência Lusa, o maestro Cesário Costa faz um "balanço bastante positivo" da primeira digressão internacional que a Orquestra Metropolitana de Lisboa está a realizar à China.
De salientar que nos seis concertos já realizados se registou a presença de pelo menos 7000 espectadores.
"Tem sido uma grande satisfação para toda a orquestra ver famílias inteiras virem aos concertos e como aplaudem tão intensamente", afirmou Cesário Costa à Lusa.

"É espantoso ter conseguido tanta gente para assistir aos concertos, e divulgar compositores portugueses como Joly Braga Santos e Eurico Carrapatoso, ao lado de compositores chineses como Liu Tian Hua e Zheng Lu & Ma Hongry, ou os que incluímos no programa como Saint-Saëns, Prokofiev ou Bártók", acrescentou.
A primeira digressão internacional da Orquestra Metropolitana de Lisboa começou a 29 de Dezembro em Xangai, tendo depois tocado em Jiaxing, Xiaoshan, Huain, Suzhou, e Wujiang, onde se apresentou num pavilhão desportivo.
"Esta itinerância pela China insere-se no espírito da Metropolitana, que é um orquestra itinerante até porque não tem uma sala própria", disse Cesário Costa.
"Cada nova cidade obriga a um esforço de adaptação da orquestra a um novo público, a um novo espaço, a uma nova acústica, e a orquestra tem sabido corresponder muito bem e isso sente-se nos aplausos", salientou.
Por outro lado nem sempre as condições acústicas têm sido as melhores de forma a permitir uma excelência de actuação por parte da orquestra. Mas o acolhimento por parte do público tem sido excelente, segundo se infere da notícia da Lusa.

A orquestra e as peças que toca são apresentadas por Jia Rui antes de cada concerto.
"A apresentação é pedagógica e quebramos barreiras quanto à ideia de um concerto tradicional, até porque, sendo muito atentos, os chineses parecem ser mais descontraídos", disse.
Mais diz a Lusa que durante os concertos, habitualmente, o público não está em silêncio, comendo e conversando, mas demonstra paralelamente interesse nas peças que ouve.

Entre as favoritas estão "Good news from Beijing", de Zheng Lu & Ma Hongry, Divertimento nº 1, de Braga Santos, e "A-ver-o-mar", de Carrapatoso, além das peças executadas nos encores, designadamente a abertura da ópera "Carmen", de Bizet, onde o público começa a acompanhar instantaneamente o ritmo da orquestra com palmas, a valsa "Danúbio azul", ou a "Marcha de Radesrzky".
"Tem sido muito curioso ver a reacção das pessoas a 11.000 quilómetros de distância de Portugal", disse o maestro, que sublinhou "não haver preconceitos e ser até salutar esta dinâmica que se cria entre a orquestra e o público, aproximando-os".
Para Cesário Costa, "a vinda à China é marcante" e não descarta um regresso "ponderadas calmamente as condições", embora não seja para breve.
Nesta terça, dia 5, a orquestra actuou no Centro Cultural e de Artes de Suqian, a 277 quilómetros de Nanquim.
A digressão termina hoje, dia 07, com um concerto no Centro de Cultura e Ciência de Suzhou, cidade onde a orquestra tocou no passado sábado.
A Orquestra Metropolitana de Lisboa tem como solista o violinista luso-canadiano Alexandre da Costa.

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