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Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

Morreu o compositor Emmanuel Nunes

Imagem do compositor retirada do youtube (foto )
 
Emmanuel Nunes (Lisboa, 31 de Agosto de 1941 – Paris, 2 de Setembro de 2012) o mais consagrado compositor contemporâneo português, morreu, este domingo, aos 71 anos de idade, num hospital em Paris. O compositor, radicado na capital francesa, venceu o Prémio Pessoa em 2000 e o prémio Composição da Unesco em 1999.
A obra de Emmanuel Nunes, repartida entre ópera, coro, música de câmara, é referenciada pelo partido que tira de conceitos como melodia e tonalidade e entre as suas obras principais contam-se «Litanies du Feu et de la Mer» e «Voyage du Corps».
O compositor era uma das mais relevantes figuras da música contemporânea europeia. Dividindo a sua vida entre Lisboa e Paris, Nunes começou por estudar harmonia e contraponto na Academia de Amadores de Música de Lisboa, e depois Filologia Germânica na Universidade de Lisboa.
Nunes estudou composição sob a orientação de Fernando Lopes-Graça até 1964, quando se exilou em Paris, por oposição ao Estado Novo. «Não havia mais nada que alguém me pudesse ensinar. E por isso saí do meu país. O meu estatuto político também me deixava inseguro e por isso passaram vários anos até regressar», disse, em entrevistas, o compositor português que em 1971 recebeu o Prémio de Estética Musical do Conservatório de Música de Paris.
Ao longo das décadas de 80 e 90, a obra de Nunes foi passando a constar de agrupamentos importantes de música contemporânea como o Ensemble Modern ou o Ensemble Intercontemporain e apresentada em salas e festivais de todo o mundo, como o de Paris, Edimburgo, Bruxelas ou Zurique. Atualmente, grande parte da sua obra tem sido objeto de atenção pelo Remix Ensemble, da Casa da Música.
O director artístico da Casa da Música defendeu que o Governo deveria fazer o possível para que os restos mortais do compositor Emmanuel Nunes, que morreu este domingo, em Paris, fiquem no Panteão Nacional.