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Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

No próximo dia 16/03, mais um "Sons na Serra - Café Concerto", desta vez com Tio Rex

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Assina no BI como Miguel Reis, mas é como Tio Rex que tem vindo a tecer canções folk com a delicadeza da porcelana, alternando entre a língua de Pessoa e o coração de Whitman.
 
Aprendeu a tocar guitarra por si próprio e sem youtube, sobretudo durante os meses em que rumou à Madeira para aí descobrir a solidão, regressando de coração partido para gravar o monumental “Preaching to a Choir of Friends and Family” (2013), primeiro longa-duração e sucessor de EP’s como “Tio Rex” ou “An Online Release”, surgidos também de um encontro (in)feliz com o desamor.
 
Com influências que vão da canção de intervenção das décadas de 60 e 70 à vertente confessional e catártica do movimento metalcore/post-hardcore dos 2000, o seu imaginário musical, feito de histórias reais e imaginárias, ganhou a cada criação um som mais singular.
A viagem prosseguiu com a edição de “5 Monstros” (2014), um EP (de certa forma) conceptual que falava dos monstros que, tal como nos livros de Calvin & Hobbes, se escondem debaixo das camas.
 
Um ano depois foi a vez do luminoso “Ensaio Sobre a Harmonia” (2015), uma banda sonora que deslizava do amanhecer à madrugada para nos contar um dia da sua vida. Um ensaio sobre estados de espírito e a forma como estes se alteram pela influência das relações com os outros e das pressões dos pares, na construção e busca de uma identidade.
 
Nas suas histórias, onde pequenos enigmas pedem para ser desvendados, há fantasmas e amores não correspondidos, recorda-se o passado e projecta-se o futuro, sempre na presença de uma sombra com a qual poderíamos beber meia dúzia de copos.
 
A 18 de Março de 2018 foi editado “5 Tragedies”, EP composto por 5 contos temerosos onde as canções íntimas e introspectivas de discos anteriores dão agora lugar a temas mais expansivos e com um lado sinfónico. Tio Rex, o segredo mais bem guardado da folk portuguesa, está quase, quase, a deixar de o ser.