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Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

A Orquestra Gulbenkian vai tocar pela primeira vez atrás das grades

Pela primeira vez em 50 anos, a orquestra atua no dia 9 de junho num estabelecimento prisional, em Leiria, no âmbito da primeira apresentação pública da terceira edição do projeto "Ópera na prisão", que estreia Só Zerlina, ou Così Fan Tutte?

Na Tanoaria do Estabelecimento Prisional de Leiria, a orquestra toca, no sábado, com um elenco formado por reclusos e solistas profissionais. Um momento histórico que potencia as virtudes do projeto, sublinha o diretor artístico da Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP), que coordena "Ópera na Prisão".

"É a primeira vez que a Orquestra Gulbenkian toca dentro de uma prisão, e, ao que sabemos, é a primeira vez que, em todo o mundo, uma orquestra com este nível profissional acompanha uma ópera dentro de uma prisão", afirma Paulo Lameiro, o diretor artístico da SAMP.

"Estamos a falar da mais prestigiada orquestra portuguesa. Ter a acompanhar esta ópera a Orquestra Gulbenkian elevou naturalmente todo o nível artístico da produção, pois solistas e reclusos, técnicos de luz e som, orquestradores e encenador, e todos os muitos profissionais que envolve qualquer produção de ópera, se deixaram contagiar pela responsabilidade desta prestigiada formação artística", explica o diretor artístico, admitindo que viagem da orquestra até Leiria implica "um esforço perfeitamente anómalo" à atividade normal.

Estreado pela SAMP em 2003, o projeto "Ópera na Prisão" funcionou durante três anos. Em 2014 regressou com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, integrado no programa Partis, que visa a integração social através das práticas artísticas.

No quinto ano desta nova fase, o foco de "Ópera na Prisão" incide sobre as famílias dos reclusos. Além dos 40 detidos envolvidos, também 60 familiares trabalham com a SAMP fora do contexto prisional.

Paulo Lameiro realça os resultados: "São visíveis e observáveis. Diria que o mais emblemático de todos é que, para esta vinda da Orquestra da Fundação Gulbenkian ao Estabelecimento Prisional de Leiria, teremos entre a equipa de técnicos profissionais um jovem que na edição anterior era um dos reclusos participantes".

Mas há mais: no público vão estar alguns jovens que também participaram na "Ópera da Prisão" em anos anteriores.

"Estando já em liberdade, quiseram mesmo entrar de novo na prisão que os cativou tantos anos, para aí ver e ouvir o que eles sabem bem: quanto suor custou a todos os participantes", frisa.

Para o diretor artístico, contudo, o efeito mais significativo "não é medível em nenhuma escala usada para classificar o impacto social destes projetos". E recorda o caso de outro recluso que fez parte do elenco da ópera anterior.

"Está hoje em liberdade, tem um emprego, uma mulher e um bebé de três meses, a quem acalma as cólicas da noite - para surpresa e estupefacção da mulher! - cantando-lhe as árias que aprendeu na prisão".

Intitulada "Pavilhão Mozart", a terceira edição contempla também a criação dentro do Estabelecimento Prisional de Leiria de "um centro de artes performativas cujo 'modus operandi' se pretende aberto à comunidade exterior para mostrar os trabalhos aí realizados pelos reclusos".

Segundo Paulo Lameiro, "depois de um longo processo", vão começar, entretanto, as obras numa das oficinas do Estabelecimento Prisional dedicado a jovens, para capacitar o espaço com meios de criação e apresentação artística.

"Vai mesmo nascer o Pavilhão Mozart. Em outubro iniciam-se três trimestres de criação com companhias de dança e teatro, já a funcionar no novo espaço, no qual a comunidade poderá depois ir assistir aos espetáculos que desse trabalho resultarem".

Após a estreia em Leiria, "Só Zerlina, ou Così Fan Tutte?" terá apresentação em Lisboa, no Grande Auditório Gulbenkian, nos dias 12 e 13 de julho, culminando o segundo ano da terceira edição.

António Zambujo e Miguel Araújo: os 28 coliseus chegam a disco.

 

António Zambujo e Miguel Araújo - o disco duplo chega em junho

Em 2016, António Zambujo e Miguel Araújo protagonizaram uma aventura memorável, dando 28 concertos nos coliseus de Lisboa e Porto.

Agora, os melhores momentos desses espetáculos chegam às lojas, num disco duplo de título “28 Noites Ao Vivo nos Coliseus”.

O álbum é lançado a 8 de junho e inclui 32 temas, estando já disponível para pré-venda.

Museu dos Têxteis nos Cebolais de Cima recebe concerto "Matéria Prima". 8 JUN, 21h30.

A Câmara Municipal de Castelo Branco e o Museu dos Têxteis de Cebolais de Cima organizam, em parceria com o IPCB e o Ensemble de Música Eletrónica, um concerto que se realiza no próximo dia 8, sexta-feira, às 21h30.

Este concerto está integrado num ciclo de concertos que o grupo está a realizar intitulado “Matéria Prima”.

O EME é uma formação constituída por alunos e docentes da licenciatura em Música Eletrónica e Produção Musical da Escola Superior de Artes Aplicadas, do Instituto Politécnico de Castelo Branco, que tem por objetivo a exploração de novas linguagens de criação musical com meios eletrónicos e eletroacústicos, recorrendo a vários tipos de recursos, em grande parte construídos ou programados pelos próprios alunos.

Este ciclo de concertos apresentam um conjunto de peças dedicadas à exploração composicional e sonora a partir da observação e estudo de diferentes materiais, bem como da sua utilização e desconstrução.
A direção artística/produção está a cargo de Rui Dias, a direção musical a cargo de Diogo Alvim, Rui Dias e José Alberto Gomes e a direção técnica a cargo de Luís Marques.

Já os compositores/performers são António Branco, Francisco Matos, Gonçalo Carneiro, Gonçalo Ferreira, Henrique Couto, Hugo Santos, João Soares, Luís Cardoso, Rita Moreira, Paulo Oliveira, Bruno Maceda; Carlos Monte; João Costa; José Assunção; Louis Wilkinson; Miguel Carvalho, Telmo Mendes, Júlia Miranda (contrabaixo), Vasco Fazendeiro (percussão).

Apresentação Oficial 2º Ananda Festival of Bliss. 7 JUN, Covilhã.

Foto de Ananda - Festival of Bliss.

A segunda edição do Ananda Festival of Bliss 2018 vai acontecer de 28 de Junho a 1 de Julho, na quinta biológica Ananda Kalyani - Master Unit situada entre as localidades do Paúl e do Ourondo - Covilhã.
Assim sendo, convidamos a participar na apresentação oficial deste Festival no dia 7 de Junho na Biblioteca Municipal da Covilhã, às 18h, onde será divulgado o conceito, o programa, os workshops, os artistas, e o tipo de alimentação deste evento.
Ananda Festival of Bliss é um desafio a uma mudança de estilo de vida - com uma imersão total na arte, mergulhando na ecologia, na natureza, em opções de vida mais saudáveis, no ativismo e na consciencialização social - onde juntos podemos co-criar comunidades mais vivas.
Centenas de pessoas serão capazes de criar boa vibração, através de um leque de actividades: contacto com a natureza, a arte e a criatividade, muita música ao vivo e danças, oficinas temáticas e apresentações artísticas, ecologia e comida vegana, yoga e meditação.
Uma das características do Festival é ser livre de álcool e de drogas, com a alimentação 100% vegana, contribuindo assim para um tipo de ambiente diferenciado, voltado para um público alvo com elevada consciência ambiental e social.
Para facilitar o acesso às pessoas locais estamos a efectuar descontos nos bilhetes dos residentes nos concelhos de Covilhã e Fundão.
http://www.anandafestival.pt/bilhetes/
Teremos um momento musical para a apresentação e aperitivos.

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