Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

RTP divulga lista dos 26 compositores do Festival da Canção de 2018

A lista de 26 compositores das canções participantes na próxima edição do Festival da Canção, cuja grande final será a 4 de março, no Pavilhão Multiusos de Guimarães, foi anunciada pela RTP.

Em comunicado, a estação pública referiu que "lançou um convite a 22 compositores para que apresentassem uma canção original inédita", conforme a matriz do último ano, no evento que culminou com a vitória de Salvador Sobral, com a interpretação do tema "Amar Pelos Dois", composto pela sua irmã, Luísa Sobral.

Assim, a lista de compositores selecionados pela RTP inclui Aline Frazão, Armando Teixeira, Benjamim, Bruno Cardoso, Capicua, Diogo Clemente, Diogo Piçarra, Francisco Rebelo, Fernando Tordo, Isaura, João Afonso, Jorge Palma, José Cid, JP Simões, Júlio Resende, Mallu Magalhães, Miguel Ângelo, Francisca Cortesão, Nuno Rafael, Paulo Flores, Paulo Praça e Tito Paris.

Aos 22 selecionados pela estação pública juntam-se dois autores que responderam a um concurso aberto a submissões, promovido pela Antena 1 - Peter Serrado e Rita Dias - sendo que o cantor que deu voz a "Amar Pelos Dois" teve, igualmente, direito à escolha de um compositor para integrar a lista: Janeiro.

No total, foram recebidas 346 candidaturas para o concurso aberto, tendo sido escolhidas por um painel de jurados com presidência do jornalista António Macedo, aliado à vocalista da banda Amor Eletro, Marisa Liz, a Miguel Guedes, dos Blind Zero, Iolanda Ferreira e João Gobern.

De entre os 26 compositores da lista, encontra-se também Daniela Onis, selecionada pelo júri do programa "Master Class" da mesma estação de rádio, presidido por Tozé Brito, acompanhado de figuras como Ricardo Soares e Rui Pêgo, diretores da Antena 1, para além de Noémia Gonçalves.

O Festival da Canção de 2018 contará com duas semifinais, cada uma com 13 canções em competição, sendo apurados sete intérpretes em cada evento - a 18 e 25 de fevereiro - no Estúdio 1 da RTP, em Lisboa, sendo que os intérpretes ainda estão por revelar.

Nesse momento serão escolhidos os 14 finalistas que marcarão presença no Pavilhão Multiusos, em Guimarães, com vista a apurar o representante de Portugal no Festival da Canção de 2018, a realizar-se em Lisboa, no dia 12 de maio do próximo ano.

Música dos séculos XVI e XVII editada em CD pela Charamela da Universidade de Coimbra

A Charamela da Universidade de Coimbra, sob direção do maestro Francisco Relva Pereira, edita o seu primeiro CD, que inclui composições dos séculos XVI e XVII, além do “Hino Académico” oitocentista, de José Medeiros.
A existência deste agrupamento musical remonta ao século XV, mas “grande parte do repertório [mais antigo] desapareceu”, existindo todavia “algumas peças dispersas que se encontram na Biblioteca Geral” da instituição, disse à agência Lusa Francisco Relva Pereira. Entre as peças do repertório histórico, foi identificada uma do português José Maurício (1752-1815), da Universidade de Coimbra.

Na música antiga, charamela correspondia a um instrumento de sopro, de madeira, antepassado dos atuais clarinetes. Para o CD, editado pela Framart, da Associação António Fragoso (AAF), foram gravadas 22 obras de diferentes compositores europeus, sobretudo da Renascença tardia e do Barroco inicial (séculos XVI, XVII), mas também da síntese mais tardia do século XVIII (Georg Frideric Handel e Johann Christian Bach), além do “Hino Académico”, de autoria de José de Medeiros (1827-1907).

A atual Charamela da Universidade de Coimbra é composta por dez músicos. Segundo o maestro, “esta é a forma mais tradicional” do agrupamento, “que se mantém desde os primórdios do século XX”, semelhante à existente no século XIX.
A Charamela foi no entanto reorganizada em 2015, com a atual composição, depois de ter sido composta por um grupo de músicos recrutados na Banda do Exército, estacionada em Coimbra, entre meados da década de 1990 e 2006, e por um quinteto (dois trompetes, dois trombones e uma tuba), de 2006 a 2015, “o que quebrou a tradição”.

Pág. 3/3