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Filarmónica Recreativa Cortense

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Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

Rock in Rio Brasil: parque temático com música

Está a nascer a maior cidade do rock já construída no Rio de Janeiro, em 300 mil metros quadrados de terreno do Parque Olímpico. Vai ter um bairro do rock, um palco dedicado ao digital, cem drones em espetáculo de luz e um espaço gourmet inspirado no Mercado da Ribeira. Tudo em grande

Visto daqui, a cinco meses de abrir as portas, o Rock in Rio (RiR) Brasil vai ser "muita festa". Roberta Medina tem tudo na cabeça e fala com entusiasmo das ideias que começam a sair do papel. "É um Rock in Rio revolucionário, estamos indo para a maior cidade do rock já construída, 300 mil metros quadrados numa área privada do Parque Olímpico", diz a partir do Brasil onde trabalha na preparação do megafestival que decorre de 15 a 27 de setembro.

"Esse novo espaço vai-se aproximando desse conceito de grande formato musical de entretenimento. Vai permitir às pessoas a experiência de um parque temático", com mais conforto, refere ao DN. Mais espaço, mais áreas de alimentação, mais zonas de sombra (algo que no Parque da Belavista, em Lisboa, não é necessário porque já existem, acentua), uma "grande variedade de palcos, de música e de entretenimento".

Este "grande passo em direção ao futuro" tem muitas novidades. Desde logo, um espaço de restauração, o Gourmet Square, inspirado no lisboeta Mercado da Ribeira. "Não é uma cópia, é uma releitura daquele espaço", assume Roberta Medina. Serão mil metros quadrados com capacidade para 600 pessoas comerem refeições sentadas, com ar condicionado, explica a vice-presidente do RiR. Roberta assume que se inspirou no espaço lisboeta, cidade onde reside desde 2003 - "o Mercado da Ribeira é um sucesso em todo o mundo, sou muito fã do Mercado da Ribeira". Na Gourmet Square vão estar representados 14 chefs brasileiros. "Alguns de origem portuguesa, é possível que tenham o pezinho em Portugal", diz.

Mas há mais novidades - algumas poderão ser "com certeza" vistas na edição de 2018 em Lisboa, admite sem adiantar mais detalhes. Um palco dedicado ao entretenimento digital é uma das apostas, com a presença de bloggers e youtubers brasileiros. "Alguns têm mais de oito milhões de seguidores", diz Roberta. "Vamos tirar esses fenómenos novos de dentro da internet para botar no Rock in Rio", diz. Outra incursão numa nova dimensão do entretenimento é o espaço "muito bacana de gaming". Aqui a organização pretende criar uma experiência inédita. "No Brasil tem mais de 50 milhões de pessoas que jogam, é das maiores indústrias hoje em dia e, além disso, tem uma afinidade grande com o mundo da música", explica Medina. Resulta da parceria com a CCXP, empresa que faz o maior festival comic con do mundo. Haverá lugar a, por exemplo, "batalhas de celebridades, cartoonistas desenhando, cosplay, um pouco de tudo", adianta.

Um espaço de restauração inspirado no Mercado da Ribeira

Haverá uma rock street e um rock district, ou seja, um bairro de rock. Outra novidade. Um novo palco de música "com grandes sucessos da história mundial." Um dos highlights do cartaz do festival carioca promete ser um espetáculo de luz e cor: cem drones num espetáculo simultâneo de luz, com duração de nove minutos ao som da música Se a Vida Começasse Agora. Algo que está a ser preparado na Áustria e que será "um espetáculo nunca visto na América Latina". Desta forma, "o Rio de Janeiro posiciona-se na vanguarda da tecnologia de entretenimento", sublinha Medina.

No cartaz musical do RiR 2017 estão três nomes portugueses: HMB, Virgul e Carlão, que atuam no Palco Sunset no dia 17 de setembro. Roberta Medina diz que serão os únicos e vai dizendo que não têm trazido muitos brasileiros a Portugal - "tirando a Ivete [Sangalo] que é um fenómeno, tem uma carreira estabelecida e move montanhas". A responsável diz que é importante que os artistas "preparem o terreno" para assegurar um espetáculo no festival. "O RiR é um projeto mainstream. Há que ter sucesso e o RiR vai atrás, não é nossa vocação descobrir talentos", explica.

A Cidade do Rock instalou-se no Parque Olímpico no Rio de Janeiro

 Entre as estrelas que não precisam de legenda no cartaz da edição 2017 do festival, contam-se Lady Gaga, Maroon 5, Pet Shop Boys, JustinTimberlake, Aerosmith, Bon Jovi, Guns n"Roses e Red Hot Chili Peppers.

Os bilhetes, com preços a partir de 110 euros, estão à venda online (plataformas festicket e stubhub). Na nova cidade do rock que vai nascer no Parque dos Atletas, mantém-se a oferta de montanha russa, roda gigante, slide e free fall. "É entretenimento", assume Roberta Medina. Entretenimento em múltiplas dimensões. "Pensámos de que forma podemos materializar em experiência ao vivo o que o público gosta de fazer e trazer para dentro da cidade do rock".

A poucos meses de abrir as portas do festival, Roberta Medina está otimista. "O Brasil está vivendo um momento muito delicado, existe uma ânsia por boas notícias" diz, sublinhando que na última edição, 43% das pessoas "vieram de fora do Rio de Janeiro e o festival teve um impacto económico de um bilião de reais". Os brasileiros "precisam de algo bom para falar."

"Sabe, no Principezinho quando a raposa diz que se ele chegar às cinco às quatro ela começa a ser feliz? Aqui é a mesma coisa. Estamos a criar essa alegria, esse festival que é em setembro mas começamos a viver já hoje."

In: DN