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Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

Produtor português André Allen Anjos vence Grammy de Melhor Gravação Remisturada

 

Academia Nacional de Artes de Gravação e Ciência dos EUA atribuiu prémios em 84 categorias.

O produtor André Allen Anjos venceu um Grammy de Best Remixed Recording (Melhor Gravação Remisturada), tornando-se assim no primeiro português a ser distinguindo com um destes prémios de música, foi anunciado no domingo.

Os vencedores de algumas das 84 categorias dos prémios atribuídos pela Academia Nacional de Artes de Gravação e Ciência dos Estados Unidos foram divulgados no 'site' oficial dos Grammy.

André Allen Anjos, que em 2005 trocou o Porto pelos Estados Unidos, é um dos vencedores da 59.ª edição dos Grammy, cuja cerimónia decorre em Los Angeles (com início no domingo e continuação já na madrugada de hoje, no horário português), na categoria de Best Remixed Recording com uma 'remix' (remistura) do tema "Tearing me up", de Bob Moses.

"Há dez anos iniciei este projeto no quarto do dormitório [da universidade] e nunca pensei que estaria aqui. Isto é de loucos", afirmou, ao receber o prémio.

O produtor português é um dos fundadores do coletivo RAC (Remix Artist Collective) e esta foi a sua segunda nomeação nos Grammy.

A primeira tinha sido em 2015, na mesma categoria, com uma remistura do tema "Say My Name", uma colaboração da dupla de eletrónica norte-americana Odesza com a inglesa Zyra.

Numa entrevista ao 'site' P3, publicada em 2012, André contou que durante dois anos "tentou vingar na indústria musical em Portugal, mas as suas tentativas nunca deram resultados, pelo menos a curto prazo, por isso não hesitou quando teve a oportunidade de continuar os seus estudos no estrangeiro".

Na altura, recordou que a primeira remistura dos RAC foi do tema "Sleeping Lessons", dos The Shins. Entretanto, no currículo dos RAC estão remisturas de músicas de, entre outros, Yeah Yeah Yeahs, Kings of Leon, Lana del Rey, Two Door Cinema Club, Radiohead e Lady Gaga.

Em 2014, o fadista Carlos do Carmo foi distinguido com um Grammy Latino de Carreira, atribuído pela Academia Latina de Artes de Gravação e Ciência.

Grammy: Adele principal vencedora e protesto contra Trump marcaram a gala

Grammy: Adele principal vencedora e protesto contra Trump marcaram a gala

Adele foi a principal vencedora dos Grammy 2017, vencendo as três principais categorias da noite: melhor música e gravação, com "Hello", e álbum do ano, com "25".

A cantora inglesa apresentou-se duas vezes: abrindo a cerimónia com a música premiada e numa homenagem a George Michael, com "Fast love". Na segunda parte, enganou-se e pediu para começar a música de novo.

A gala de entrega dos Grammy aconteceu no Staples Center, em Los Angeles, sendo apresentada por James Corden, conhecido pelo número de televisão "Carpool Karaoke". O estreante deu mais leveza e renovou a cerimónia, após cinco anos seguidos comandados por LL Cool J.

No começo da apresentação, Adele, que parecia muito emocionada e fora de tom em alguns versos, pediu para começar de novo e ainda soltou um palavrão. “Sinto muito por começar de novo. Podemos começar de novo? Desculpe, não posso f... tudo por ele" (George Michael), no final foi muito aplaudida.

A principal concorrente de Adele nas principais categorias era Beyoncé, que venceu na categoria de melhor videoclip, por "Formation" e de melhor álbum urbano contemporâneo, por "Lemonade". Beyoncé também cantou um medley de músicas de "Lemonade". A sua filha, Blue Ivy, estragou a intervenção de James Corden , ao entrar em palco quando o apresentador chamou vários artistas para cantar com ele uma versão de "Carpool Karaoke".

David Bowie: vencedor após a morte

David Bowie, falecido no início de 2016, ganhou, de maneira póstuma, os primeiros Grammy da sua carreira.

O cantor ganhou nas categorias de melhor actuação rock, melhor álbum de música alternativa, melhor design de capa de disco (partilhado com o director artístico Jonathan Barnbrook) e melhor álbum de música clássica (em conjunto com Tom Elmhirst, Kevin Killen, Tony Visconti e Joe LaPorta), todos pelo seu último disco, "Blackstar".

Lady Gaga com Metallica e outros concertos

Além do reinício de Adele, outra falha na entrega do Grammy foi o microfone de James Hetfield, dos Metallica. Falhou durante o dueto da banda de heavy metal com Lady Gaga, quando cantaram a música "Moth to the flame", do álbum mais recente do grupo, "Hardwired to self-destruct". James acabou cantando de rosto colado com a cantora para aproveitar o seu microfone durante grande parte do tema.

Katy Perry estreou a música "Chained to the rhythm", com teor político. Bruno Mars, além da apresentação solo, participou no espectáculo dedicado a Prince, a segunda homenagem póstuma da gala. Os Daft Punk regressaram após sete anos de interregno, para mostrar a parceria com The Weeknd, "Starboy". A dupla luso-francesa teve um cenário que lembrava geleiras com um objecto luminoso nas mãos e tocaram em duas mesas de som que mais pareciam comandos de naves.

Apesar de algumas citações a Donald Trump por James Corden, o espectáculo de Tribe Called Quest, Busta Rhymes e Anderson contou com palavras dedicadas a Donal Trump. "Gostaríamos de dizer a todas as pessoas à do mundo que rejeitam quem está no poder a representá-las, nós representamos-vos", disse Q-Tip.

"Só quero agradecer ao 'President Agent Orange' - em referência ao uso de uma herbicida perigosa usada na Guerra do Vietnam - por perpetuar todo o mal que tem perpetuado nos Estados Unidos. Quero agradecer ao 'President Agent Orange' por sua infrutífera tentativa da proibição muçulmana", disse Busta Rhymes, outro cantor que se juntou à banda, em tom irónico.

O grupo, então, atravessou um muro improvisado - em alusão ao que Trump espera construir - antes que pessoas de várias nacionalidades subissem ao palco e formassem uma linha. "Todos os negros devem ir. Todos os mexicanos devem ir", cantou o grupo em tom de protesto.

Um rap de bons costumes – ao som de Mozart!

O rapper Mac Lethal conseguiu fazer um vídeo com um rap deveras DIFERENTE.

Ao som de Mozart, sem palavrões, ele gravou isso:

E o motivo pelo qual ele gravou o vídeo é o mais interessante: uma professora da primária chamada Sra. Francine pediu um vídeo pra mostrar aos seus alunos e para os inspirar!

BOA, rapper dude! :)

 

 

"Tire o tablet ao seu filho e de-lhe um instrumento musical"

"Tire o tablet ao seu filho e de-lhe um instrumento musical", o conselho é dado por Álvaro Bilbao, neuropsicólogo espanhol, autor do livro «El cerebro del niño explicado a los padres», que garante que as aulas de música estimulam a memória e a inteligência.

Muitos pais, para calar os filhos e/ou para os manter sossegados, não hesita em dar-lhes um tablet ou um smartphone para as mãos. Nada de mais errado, a fazer fé nas últimas descobertas! Álvaro Bilbao, neuropsicólogo espanhol, autor do livro «El cerebro del niño explicado a los padres», «O cérebro da criança explicado aos pais» em tradução literal, diz que, se querem ter filhos (mais) inteligentes, têm de lhes tirar o iPad e dar-lhes um instrumento musical para as mãos.

De acordo com este especialista, citado pela edição online do jornal El País, as aulas de música estimulam a capacidade de raciocínio das crianças, mais do que a tecnologia. Segundo um estudo publicado na revista Psiquiatría Molecular, 50% da inteligência é determinada pelos genes mas os restantes 50% dependem dos estímulos que os mais pequenos recebem. «Sem os pais, o potencial intelectual da criança não se desenvolve», assegura Álvaro Bilbao. 

«A chave do desenvolvimento potencial do cérebro da criança está na sua relação com os pais. Ainda que a genética tenha um peso importante, sem essa presença não se materializará», assegura o especialista. «Uma criança pode ter potencial genético para atingir 1,90 metros mas, se os pais não o alimentarem bem, nunca chegará lá», exemplifica o neuropsicólogo, que garante que os seis primeiros anos de vida são primordiais no processo.

Além de reforçar condutas positivas e de brincar mais com os filhos, «no chão, se for caso disso», como recomenda Álvaro Bilbao, os pais devem promover a socialização em detrimento do isolamento, o que implica desligar a televisão à mesa, além de incentivar a criança a fazer desporto e a experimentar atividades. «A criança deve sentir que tem uns pais que se preocupam com ela», defende também o pediatra Maximino Fernández Pérez.

O que sugerem as últimas investigações internacionais

Estas são algumas das estratégias que os estudos e os especialistas defendem:

- Estudar música

Um estudo da Universidade de Toronto, publicado na revista Psychological Science, relacionou o desenvolvimento cognitivo com a aprendizagem de música. Durante um ano, três grupos de crianças de seis anos estudaram, separadamente, canto, piano e expressão dramática. Os que aprenderam música revelaram padrões de inteligência maiores no final.

- Não ver televisão

Há uns anos, estavam na moda os filmes de desenhos animados em DVD que aliavam figuras desenhadas à música clássica de compositores como Mozart e Beethoven. Muitos especialistas afirmavam que estimulavam a inteligência de bebés e crianças, uma teoria que muitos estudos internacionais desmentiram. A Associação Americana de Pediatria diz mesmo que as crianças com menos de dois anos não devem ver televisão.

- Evitar os programa de desenvolvimento cerebral

Nos últimos anos, surgiram muitos jogos eletrónicos e aplicações móveis que asseguram que treinam o cérebro e estimulam a memória. A verdade é que não existe qualquer base científica que o comprove.

- Ver filmes numa língua estrangeira

As crianças que veem filmes numa língua estrangeira tendem a adaptar-se mais facilmente a outros vocábulos e a outros sons. De acordo com um estudo europeu sobre competência linguística, levado a cabo pelo Ministerio de Educación, Cultura y Deporte de Espanha, os espanhóis têm dificuldade em compreender e em falar inglês porque, ao contrário dos portugueses, veem tudo dobrado.

- Ler a duas vozes antes de ir para a cama

As histórias que os pais leem aos filhos para os adormecer devem ser lidas a duas vozes. O progenitor lê uma página e a criança lê a seguinte e por aí fora... Um estudo realizado no Canadá garante que este método permite melhorar a capacidade de aprendizagem dos mais pequenos.

Seu Jorge no Super Bock Super Rock recorda David Bowie

Seu Jorge no Super Bock Super Rock recorda David Bowie

O músico brasileiro Seu Jorge regressa este ano a Portugal e um dos concertos será em Julho no festival Super Bock Super Rock (SBSR), em Lisboa, onde prestará tributo a David Bowie, anunciou a organização.

Seu Jorge actuará a 15 de Julho, terceiro e último dia do festival, no Parque das Nações, e o espectáculo incidirá em versões em português de canções de David Bowie, que gravou em 2005 para o filme "Um peixe fora de água", de Wes Anderson.

Além do concerto em Lisboa, Seu Jorge tem já marcada presença noutras datas em Portugal, nomeadamente em Agosto no Monte Verde Festival, na ilha de São Miguel, e na Feira de São Mateus, em Viseu.

Entre as canções de David Bowie que Seu Jorge recria, apenas para voz e guitarra acústica, estão "Life on Mars", "Rebel, Rebel", "Changes" e "Stardust".

Seu Jorge (Jorge Mário da Silva), 46 anos, nasceu num bairro pobre do Rio de Janeiro, condição que não o impediu de seguir o sonho da representação, onde começou, e da música.

Em 2002 entrou no filme "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles, numa altura em que já tinha editado um álbum a solo e participado em vários projectos de música, numa mistura de rock, funk, reggae e samba, o género de eleição.

No filme "Um peixe fora de água", de Wes Anderson, a participação quase se resumia a reinventar temas de David Bowie em língua portuguesa.

O primeiro álbum a solo, "Samba Esporte Fino", saiu em 2001. Três anos depois surgiu com "Cru" e em 2007 "América Brasil". Seguiram-se "Seu Jorge Almaz" (2010) e dois volumes "Música para churrasco" (2011 e 2015).

O festival SBSR decorrerá em vários palcos no Parque das Nações e conta já confirmados no no cartaz com os nomes de Red Hot Chili Peppers, Deftones, Kevin Morby, Boogarins e Capitão Fausto.

V Festival de Guitarra de Castelo Branco.

Castelo Branco promove V Festival de Guitarra dia 23

Tem início já no próximo dia 23 de Fevereiro a V edição do Festival de Guitarra de Castelo Branco, que conta, como já vem sendo hábito com duas masterclasses, uma de Dejan Ivanovic e outra de Margarita Escarpa.

Para além destas masterclasses, o programa fica completo com uma série de concertos e recitais. O primeiro dos recitais será pela classe de guitarra do Conservatório, no concerto de abertura a realizar no dia 23 de Fevereiro.

Logo no dia dia seguinte, Dejan Ivanovic apresenta-se em concerto no qual poderemos ouvi-lo numa parte a solo e noutra com o João Roiz Ensemble, grupo residente da nossa cidade.

O dia 25 é dedicado à Orquestra de Guitarras num concerto que junta no palco do Cine-Teatro Avenida actuais e antigos alunos de guitarra do Conservatório.

No fim-de-semana seguinte poderemos assistir a mais dois concertos que prometem: Margarita Escarpa toca no Museu Francisco Tavares Proença Junior no dia 3 de Março. Miguel Carvalhinho fará um programa dedicado à viola beiroa e à guitarra clássica de 10 cordas no dia 4 no palco do Conservatório.

Acompanhe o festival em facebook.com/guitarfestival.cb

Consulte toda a programação do G’17 (A3) aqui 

Ficha de inscrição para as masterclasses disponível aqui.

A sombra de David Bowie no regresso do novo JP Simões

O músico adota novo alter ego, Bloom, e apresenta-se renovado com o álbum "Tremble Like a Flower". O tema que abre o disco foi composto após a morte de Bowie

A história de Bloom, Nicholas Bloom, envolve um encontro num bar algures no bairro de San Telmo, em Buenos Aires, um acordo "pessoano" entre JP Simões e o personagem: "Ele seria o meu heterónimo vivo, oferecendo-me o seu nome e a sua música. Eu seria a encarnação e a expressão de um músico e de uma obra musical até então escondidos do mundo."

Nas palavras de JP Simões, as fronteiras entre a realidade e a ficção, quando nos fala de Bloom, são ténues, mas admite: "Sempre gostei de criar narrativas para sustentar a existência de coisas que podem não existir. Até porque as bruxas existem nos contos de fadas e os contos de fadas existem no real tangível." JP Simões é agora Bloom e acaba de lançar o álbum Tremble Like a Flower.

"Nos últimos anos, a designação "JP Simões" tornou-se para mim sinónimo de música latino-americana cantada em português, já não falando da aura caricatural do personagem, entre o ébrio contestatário e o wertheriano dolente e autocomplacente da sua condição de miséria do universo", afirma o músico ao DN. "Não quero com isto reduzir o eventual mérito que possa existir no meu trabalho anterior: a crueldade da autodescrição sempre me foi natural e ajudou-me a não ter megalomanias pífias. À medida que me fui afastando do personagem e da sua forma de produzir música e sentido, outra música e outros sentidos foram aparecendo no meu trabalho e, concomitantemente, na minha maneira de viver. Abraçando outra fé, submeti-me a um novo batismo, poderia dizer."

Ouvem-se, de facto, novos sentidos na música de JP Simões, ou melhor, de Bloom, que na gravação do disco teve ao seu lado Miguel Nicolau (Memória de Peixe) e Marco Franco. Os arranjos das canções estão mais barrocos, os jogos com tonalidades próprias do jazz e da folk são determinantes e as próprias histórias cantadas denotam mudanças.

"Canto sobre amigos e amores na vertigem do tempo que passa e leva tudo e exponho-me de uma forma muito menos autoirónica do que habitualmente", refere o músico, que destaca como "a tese" que atravessa todo o disco a de que "a assunção sincera da nossa fragilidade, a noção do quanto estamos nas mãos da música do acaso, é o princípio de uma nova força de viver, mais em paz com a natureza e com mais respeito pelos nossos esforçados planos e decisões, sonhos e ilusões".

O disco abre com a canção que lhe dá título, Tremble Like a Flower, que é também uma referência a David Bowie e ao seu Let"s Dance. "Tremble Like a Flower foi o último tema feito para este disco, logo a seguir à morte de Bowie", conta. Apesar da referência a esse tema icónico, foi uma outra canção do músico britânico que motivou JP Simões a compor Tremble Like a Flower.

"A ideia da canção, no entanto, partiu do tema Starman: o que poderiam dois pré-adolescentes que deram pela presença do homem das estrelas estar a cantar agora, 40 anos depois dessa aparição? Ao síndrome de Peter Pan, onde a ideia de ficar mais velho é negada pelo espírito jovem, junta-se o arrepio de envelhecer: apesar de estarmos embarcados numa interminável viagem cósmica onde o universo é apenas o começo, trememos como flores no chão frio do nosso ocaso pessoal."

A sombra de Bowie sente-se neste disco e a admiração de JP Simões pelo músico é notória: "Bowie era uma espécie de Bíblia em carne e osso que pregava a liberdade de transformação pessoal e de transformação artística como uma só. É claro que exercer essa liberdade não é fácil e convém haver sempre algo de muito real na base de uma metamorfose artística, caso contrário o coração rejeita e a mente contraria."

Tal como Bowie na sua evolução artística foi adotando diferentes alter egos, também agora JP Simões decidiu recorrer a um outro nome para mostrar as mudanças que se deram. Mas esclarece: "Fiz uma música diferente do que alguma vez fiz, sou uma pessoa em evolução e adotei um nome artístico que me pareceu mais coerente com ambas as coisas."

Ainda assim, intitular este álbum como Tremble Like a Flower não deixa de ter um carácter de homenagem. "Bowie esteve sempre presente na minha música e na minha vida: não creio que haja mais sentida homenagem do que incluir alguém no melhor lado da nossa existência."

Se é verdade que ao longo do seu percurso JP Simões foi recorrendo, pontualmente, à língua inglesa, desta vez, sob o manto de Bloom, decidiu só cantar em inglês. Escolha que reforça esta mudança? O músico diz que a decisão foi meramente "intuitiva": "Achei que servia melhor a música que estava a produzir e que, sim, seria menos intrusiva e mais maleável, respeitando a respiração das paisagens e das narrativas do som."

Amanhã estas novas canções serão apresentadas no Lux, em Lisboa. Mas, apesar do novo nome que adotou, não coloca de parte as canções que assinou como JP Simões. "Gostava de existir artisticamente com o máximo de proximidade com a produção do presente. No entanto, havendo um contexto que o justifique artística ou afetuosamente, poderei revisitar temas antigos: com certeza que não será por dinheiro, dado que o meu particular sucesso comercial torna a questão irrelevante. Resumindo, o mote para os próximos tempos será ch-ch-ch-ch-changes!"

Bloom em concerto

Amanhã, dia 9 de fevereiro, às 22.30

LuxFrágil, em LisboaBilhetes: 12 euro

Recital de piano e violoncelo com o Duo Pedro Gomes da Silva e João Barata. 10 FEV, 21H30, Museu Francisco Tavares Proença Jr.

Recital de piano e violoncelo pelos vencedores da última edição do Prémio Jovens Músicos, na categoria de Música de Câmara. Serão interpretadas as 12 variações sobre um tema de Haendel, Judas Maccabaeus, de Ludwig v. Beethoven e do mesmo compositor a Sonata nº 3, em Lá Maior. A segunda parte do programa será inteiramente dedicada a J. Brahms, com a Sonata nº 1, em Mi m.

Entrada Gratuita até à lotação

Ministro apoia candidatura dos Mistérios da Páscoa às boas práticas da UNESCO

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O ministro da Cultura manifestou em Idanha-a-Nova, o apoio à candidatura dos “Mistérios da Páscoa”, manifestações de religiosidade popular ligadas ao ciclo quaresmal, às boas práticas do Património Imaterial da Humanidade da UNESCO.

“É um projeto ao qual estamos atentos, recetivos e apoiantes” sustentou Luís Castro Mendes.

Luís Castro Mendes, que se deslocou a Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, para participar na apresentação do programa de salvaguarda dos “Mistérios da Páscoa”, adiantou que guardar tradições, “não significa as pessoas fecharem-se nelas e olharem para o passado”.

“É um trabalho criativo sobre a nossa história e a nossa memória”, vincou.

O governante disse que os “Mistérios da Páscoa” estão a ser redescobertos e adiantou que toda esta tradição popular e litúrgica é um projeto de cultura de preservação da história e da memória.

“Idanha-a-Nova sabe chamar as pessoas e chamar para si a sua diáspora”, frisou.

Já o presidente do município local, Armindo Jacinto, sublinhou que a candidatura que vai apresentar à lista de salvaguarda das boas práticas da UNESCO, no âmbito do património imaterial, integra também a estratégia de contrariar o despovoamento do concelho.

“Este é um processo que também vai contribuir para isso”, destacou.

O projeto de salvaguarda e promoção dos “Mistérios da Páscoa” está sustentado em 40 anos de trabalho, sendo que às manifestações populares que decorrem durante o ciclo quaresmal e pascal, estão associados 191 imóveis e 31 manifestações de património cultural e imaterial.

Em 2016, durante todo o período em que decorrrem os “Mistérios da Páscoa”, que se estendem pelas 17 freguesias do concelho de Idanha-a-Nova, foram contabilizadas 250 manifestações populares.