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Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

Santuário de Fátima apresenta concerto com obras a partir de textos da irmã Lúcia

O Santuário de Fátima anunciou que em 2016, no âmbito das comemorações do centenário das aparições, vai apresentar um concerto com obras de compositores portugueses elaboradas a partir de textos da irmã Lúcia.

"De entre o vasto programa musical que integra a proposta cultural da celebração do Centenário das Aparições, está agendado, para 03 de abril de 2016, o concerto ‘Tropário para uma pastora de ovelhas mansas. Ciclo para Coro, Piano e Acordeão sobre fragmentos das memórias da Irmã Lúcia', um trabalho original a seis mãos, por compositores portugueses da atualidade", refere em comunicado o Centro de Comunicação Social do Santuário de Fátima.

Segundo a fonte, a apresentação do tropário decorrerá na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, às 15:30, daquele dia, pelo Grupo Vocal Officium, sob a direção do maestro Pedro Teixeira, com Octávio Martins ao acordeão e João Lucena e Vale ao piano.

A nota indica que as seis composições musicais foram entregues, no dia 06 de junho, ao reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas, quando os músicos se encontraram para um primeiro encontro preparatório do concerto.

A autoria e coordenação do projeto pertence ao compositor Alfredo Teixeira que, "a partir de textos da vidente Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado, (re)criou o texto de cada tropo, num total de seis, depois musicados por igual número de compositores portugueses, nomeadamente João Madureira, Alfredo Teixeira, Sérgio Azevedo, Nuno Côrte-Real, Rui Paulo Teixeira e Carlos Marecos".

Em entrevista à Sala de Imprensa do Santuário de Fátima, Alfredo Teixeira revela que o guião da obra reúne excertos de dois textos: "Memórias da Irmã Lúcia" e "Como vejo a Mensagem através dos tempos e dos acontecimentos".

"Os excertos articulam-se a partir de seis unidades temáticas: Memória, O Anjo, A Senhora, Francisco, Jacinta, Adeus", explica.

Na mesma entrevista, o compositor esclarece que chamou "tropo" a cada um dos momentos, "evocando uma técnica literária e musical, conhecida na cultura europeia, que se pode descrever como um processo de interpolação de elementos de proveniências heterogéneas".

Sobre o espetáculo que será apresentado ao público em 2016, Alfredo Teixeira vaticina que "as pessoas podem esperar um concerto muito dinâmico, com abordagens ao texto e ao espaço muito diversificadas".

Refere que lhe coube a responsabilidade de convidar os seis compositores para o projeto "um pouco invulgar" e que cada um deles trabalhou, "a partir do seu idioma próprio, com independência, sobre os materiais selecionados".

"Será uma surpresa para todos. Podemos dizer que se trata de um acontecimento que convoca ‘várias línguas' - mais à imagem do Pentecostes do que da Torre de Babel, esperamos", conclui.