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Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

2012: obituário musical

 

 

Este é o balanço do ano das notícias que não gostaríamos de ter dado. O desaparecimento súbito do pianista Bernardo Sassetti (1970-2012), por causa da queda de uma ravina na Praia do Guincho, é uma baixa insuperável na música portuguesa que o músico ocupava na sua quase plenitude (mesmo que mais ligado ao jazz).
Mas a música nacional também perdeu o influente guitarrista de fado Raul Nery (1921-2012); um dos símbolos da canção de Coimbra, Luiz Goes (1933-2012); o maestro e compositor Pedro Osório (1939-2012); o pioneiro da música de dança portuguesa e fundador da Kaos Records, António Cunha (1962-2012); e um dos primeiros rock & rollers nacionais, Zeca do Rock (1943-2012).
A morte da estrela soul-pop Whitney Houston (1963-2012), encontrada morta num quarto de hotel em Los Angeles, causou grande impacto mundial. Também nos deixou de forma precoce Adam Yauch (1964-2012), o membro mais politizado dos Beastie Boys, que não resistiu a um cancro, deixando o histórico colectivo de hip hop numa dura fase de indecisão.
Foram muitas as lendas históricas da música que nos deixaram este ano: a «rainha do disco-sound» Donna Summer (1948-2012); o grande mestre da sitar, Ravi Shankar (1920-2012); o bem sucedido pianista de jazz e autor de 'Take Five', Dave Brubeck (1920-2012); o cantor dos Bee Gees, Robin Gibb (1949-2012); o mítico intérprete de 'Moon River', Andy Williams (1927-2012); a diva norte-americana Etta James (1938-2012); e um dos fundadores do rock & roll, Johnny Otis (1921-2012).
Também morreram o cantor de 'San Francisco (Be Sure to Wear Flowers in Your Hair)', Scott McKenzie (1939-2012); o vocalista dos Monkees, Davy Jones (1945-2012); o último sobrevivente do grupo vocal The Platters, Herb Reed (1928-2012); a cantautora Dory Previn (1925 -2012); o vocalista e baterista dos Band, Levon Helm (1940-2012), o teclista e co-fundador dos Deep Purple, Jon Lord (1941-2012); e o baixista dos MC5, Michael Davis (1943-2012)
A lista de históricos desaparecidos continua: o músico norte-americano de funk e soul Jimmy Castor (1940-2012), o revolucionário do banjo Earl Scruggs (1924-2012), o guitarrista folk Doc Watson (1923-2012), a cantora country Kitty Wells (1919-2012), a lenda do reggae King Stitt (1940-2012), o cantor de baladas Tony Martin (1913-2012) e o cantor trans-jazzístico Terry Callier (1945-2012).
Na música clássica, houve também algumas baixas, entre as quais, a soprano norte-americana (e primeira cantora negra de ópera a atuar com uma companhia nos Estados Unidos) Camilla Williams (1919-2012), o grande cantor lírico Dietrich Fischer-Dieskau (1925-2012), o compositor contemporâneo Hans Werner Henze (1926-2012), o grande compositor norte-americano Elliott Carter (1908-2012), o trompetista francês Maurice André (1933-2012) e o organista titular da Sé Patriarcal de Lisboa, Antoine Sibertin-Blanc (1920-2012).
A música brasileira assistiu à perca do cantor Wando (1945-2012) e da «rainha do chorinho» Ademilde Fonseca (1921-2012). À volta do mundo, algumas referências nos disseram adeus, como a cantora argelina Warda (1939-2012), a diva mexicana de origem costa-riquenha Chavela Vargas (1919-2012), o «rei do ghazal» Mehdi Hassan (1927-2012) e o campeão de êxitos italianos Lucio Dalla (1943-2012).
Desapareceram também dois ex-membros dos Fleetwood Mac: o vocalista e guitarrista Bob Welch (1945-2012) e o guitarrista Bob Weston (1947-2012).
Não eram conhecidos como músicos mas forneceram à música inovação técnica ou inspiração espiritual: falamos, respectivamente, do criador dos amplificadores Marshall, Jim Marshall (1923-2012), e da mãe de Caetano Veloso e Maria Bethânia, a carismática Dona Canô (1907-2012).

A todos eles, o nosso obrigado.