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Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

Demissão, em bloco, do Conselho de Administração da Casa da Música

 

 

 

 

 

 
Transcrevemos o comunicado da assessoria de comunicação da Fundação Casa da Música:

 

Pelo presente comunicado, todos os Membros do Conselho de Administração da Fundação Casa da Música tornam público o anúncio de que apresentaram ao Conselho de Fundadores as respectivas renúncias aos mandatos de membros do Conselho de Administração da Fundação, durante a reunião de hoje.

O Conselho de Administração, cuja composição se manteve praticamente inalterada deste a data da constituição da Fundação, em Janeiro de 2006, momento em que o Estado Português, o Município do Porto e a Área Metropolitana do Porto, em estreita parceria com 38 Empresas Privadas estabeleceram um Acordo no qual se fundou o projecto Casa da Música, considerou que deixaram de estar reunidas as condições que, até hoje, garantiram o sucesso da Fundação.

Em primeiro lugar, porque o Estado se revelou incapaz de reconhecer que não só existe um Acordo Fundacional, como também que, já em Abril deste ano, em sede de Conselho de Fundadores, se chegou a um novo acordo para, face à actual conjuntura, acomodar uma redução não prevista e suplementar de 20% sobre o financiamento inicialmente assegurado de 10 milhões de euros.

Em segundo lugar, porque o Estado, apesar de publicamente reconhecer o mérito cultural e o exemplo para o País que a Casa da Música representa no que se refere a participação da Sociedade Civil numa causa pública, em sede de Avaliação que decorreu do recente Censo às Fundações, baseado numa análise de custo / beneficio, classificou como negativo o desempenho da Fundação e, consequentemente, prescreveu um corte de 30% no financiamento público. Ou seja, o Estado, não satisfeito com uma redução de 50% na despesa que tem actualmente com a Casa da Música e Orquestra Sinfónica, por comparação com o ano 2005, insiste na inevitabilidade de uma redução suplementar que vai para além do que é economicamente sustentável, refugiando-se neste incidente administrativo e legal para justificar o incumprimento do acordo de Abril deste ano, quer em relação ao valor do financiamento para o exercício 2012, que agora termina, quer em relação a 2013, e, mesmo, para os anos futuros.

Em terceiro lugar e por último, o Estado deu a entender, na reunião do Conselho de Fundadores no final do mês passado, que o Conselho de Administração não teria sido prudente em avançar com a execução do plano de actividades em 2012 e com a preparação do ano de 2013 apenas com base na palavra do anterior Secretário de Estado da Cultura, mesmo tendo sido proferida em sede de Conselho de Fundadores.

Estes factos justificam a decisão dos Membros do Conselho de Administração de renunciarem aos mandatos iniciados em Abril de 2012. Contudo, de forma a evitar que a Fundação Casa da Música fique inoperante até à designação dos novos Membros do Conselho de Administração, os próprios manifestaram disponibilidade para assegurar a representação e a gestão corrente da Fundação até à data da realização da próxima reunião de Conselho de Fundadores, a ter lugar, nos termos estatutários, no próximo mês de Março de 2013, o que foi aceite pelo Conselho de Fundadores.

O Conselho de Administração

José Manuel Dias da Fonseca (Presidente, não executivo)

Maria Amélia Cupertino de Miranda (Vice-presidente, não executivo)

Rui Amorim de Sousa (Vice-presidente, não executivo)
Nuno Azevedo (Administrador-delegado)

José Luís Borges Coelho (Vogal, não executivo)

Cristina Amorim de Sousa (Vogal, não executivo)