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Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

EPABI: Direção esclarece situação.

 
RCB
Direcção da EPABI vem, em comunicado, referir que o adiantamento de verbas por parte da entidade gestora da escola tem sido fundamental para assegurar o funcionamento daquele estabelecimento de ensino. É a resposta daquele estabelecimento de ensino à greve ontem realizada pelos alunos que se queixam de sucessivos atrasos no pagamento dos subsídios de formação.

Em nota enviada à comunicação social, a direcção da escola refere que a instituição não recebeu, até à data, por parte do POPH "os montantes inerentes ao saldo final do último ano lectivo, que implica todos os custos referentes aos últimos meses de actividade". De igual forma "ainda não foi recebido nenhum montante referente ao corrente ano lectivo uma vez que a candidatura de apoios financeiros ainda está a ser analisada pelo ministério da educação".

Neste comunicado, os responsáveis daquele estabelecimento de ensino sublinha que a EPABI, assim como as restantes escolas profissionais, tem registado sucessivos atrasos na transferência de verbas para a instituição e a situação só não atinge maiores dimensões devido ao adiantamento de verbas por parte da entidade gestora.

Apesar de tudo isto, e através do adiantamento de verbas por parte da entidade gestora, a direcção da escola garante que todos os formadores internos tem o vencimento em dia e que aos formadores externos apenas falta liquidar o mês de Novembro. Já em relação aos alunos, a direcção da escola sublinha que falta liquidar os subsídios de alojamento e transporte dos meses de Outubro e Novembro.

In: RCB

Um dos únicos músicos a tocar o violoncelo do Rei D.Luís.

 


 
Bruno Borralhinho, músico covilhanense, em entrevista ao NC

 

Notícias da Covilhã: Qual foi a sensação de tocar um instrumento considerado Tesouro Nacional do Estado?

Bruno Borralhinho: Foi naturalmente uma sensação fantástica, uma mistura de enorme prazer com uma grande responsabilidade, porque além do valor musical e físico do instrumento, há também todo o valor histórico. O rei D. Luís foi o último proprietário desde instrumento e, desde a sua morte, muito poucas pessoas se puderam sequer aproximar do instrumento para além da vitrina do Museu.

Não temeu, de algum modo, danificá-lo?

Não.

Foi dos poucos a tocar o violoncelo “Rei de Portugal”. A que acha é que se deveu essa honra?

Este projecto nasceu de uma conjugação de acontecimentos. Em 2008 fiz a Integral de Bach no Centro Cultural de Belém com o Montagnana que pertenceu a Guilhermina Suggia, e este Stradivari é o outro grande violoncelo que existe em Portugal. Claro que para mim é um enorme orgulho ter sido o único a poder tocar nos dois instrumentos e, sobretudo, por ter feito as Integrais de Bach e Beethoven.

Ficou satisfeito com os recitais no Museu da Música em Lisboa. Satisfizeram as suas expectativas?

Completamente. O Museu da Música não é um lugar habitual de concertos, mas o público correspondeu à nossa chamada e com este projecto, conseguimos activar a atenção para o Stradivari e para o próprio Museu: com os próprios recitais, com entrevistas, reportagens na rádio, nos jornais, nas televisões, etc..

E era precisamente esse o nosso primeiro objectivo: divulgar a existência deste maravilhoso instrumento e o trabalho do Museu da Música, para muitos ainda algo desconhecido.

“O meu privilégio é fruto de muito trabalho”

Conte-nos um pouco da sua história. O Bruno é da Covilhã, formou-se onde e por onde tem andado?

Na Covilhã, estudei na EPABI e com 18 anos fui estudar para Berlim, na Universidade de Artes local. Depois da Licenciatura e da Pós-graduação ganhei o lugar na Orquestra Filarmónica de Dresden, da qual sou membro. Pelo meio, fundei o Ensemble Mediterrain, que celebra este ano o seu 10º aniversário e ainda tive tempo para fazer um Mestrado em Gestão Cultural em Barcelona.

Está na Filarmónica de Dresden. Como tem sido essa experiência?

Já mais do que ser uma experiencia, é parte de mim, é o meu trabalho e actividade principais. É naturalmente um orgulho ser membro de uma das orquestras mais antigas do mundo e com maior prestígio internacional. Significa para mim a realização de um sonho. Ainda me lembro da minha adolescência na Covilhã, quando estudava na EPABI e sonhava um dia poder tocar numa orquestra alemã, viajar pelo mundo, tocar nos grandes palcos com grandes maestros e solistas. Sou realmente um privilegiado, mas esse privilégio também significou muito trabalho.bro da minha adolescencia e uma das orquestras mais antigas do mundo e com maior prestto,

“Em Portugal há bons músicos”

Um músico português, para vingar, tem que emigrar? Como vê hoje a música em Portugal?

Não. A questão é: que tipo de objectivos ou espectativas cada músico tem quando decide ser músico profissional. Se a fasquia se coloca muito alta, talvez seja difícil conseguir determinados objectivos em Portugal, mas isso não significa que não se possa vingar aqui. Em Portugal há bons músicos, embora não seja um país com uma importância e tradição demasiado vincada, no mundo da música erudita, ou dita “clássica”.

 

(Entrevista completa na edição papel do Notícias da Covilhã)