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Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

CURIOSIDADES - COUTADA, TERRA ONDE HOJE A FILARMÓNICA ESTARÁ TODO O DIA


COUTADA

Orago: São Sebastião
População: 475 habitantes
Actividades económicas: Agricultura, indústria, construção civil e pequeno comércio
Festas e romarias: São Sebastião e Nossa Senhora da Saúde (2º Domingo de Agosto), S. José (Domingo a seguir a 19 de Março), Nossa Senhora de Fátima (3º Domingo de Maio)
Património cultural e edificado: Igreja matriz, calvário, capela de S. Sebastião, fonte velha, casa mortuária e lagares de azeite
Outros locais de interesse turístico: Piscinas com parque de merendas
Gastronomia: Borelhão, cabrito assado, filhós e bolos de leite
Artesanato: Fabrico de bombos, rendas, pintura de quadros e sapateiro manual
Colectividades: Centro Social da Coutada, Centro Cultural e Desportivo da Coutada e Associação Desportiva e Folclórica de Coutada

A Coutada situa-se a 20Km da Covilhã, no cimo dum morro de 430m, com uma área de 11,82Kms. A freguesia foi criada em 4 de Agosto de 1984, formando o seu território através do desmembramento da freguesia do Barco.
A freguesia da Coutada está essencialmente rodeada de pinheiros e mato diverso o que não impede no entanto que existam já algumas espécies selvagens em vias de extinção, tais como o javali e o lobo, bem como os coelhos.
O significado do nome da freguesia parece óbvio. Coutada, substantivo feminino, significa "terra defesa, cercada ou não, que gozava de certos privilégios". Assim, nesta freguesia terá havido algum proprietário que detinha direitos sobre esta terra, sendo que os próprios habitantes poderiam usufruir de privilégios da terra. D. Dinis diria mesmo: Coutar uma terra é escusar os seus moradores de serviço militar (hoste e fossado), de contribuições pecuniárias (foro) e de todas as multas que pudessem recair sobre os moradores." Coutada seria, deste modo, um couto, ou algo de semelhante, o que significa que a fundação da povoação aconteceu em data muito remota.
O primeiro documento escrito referente à freguesia data de 1481, fazendo-se o aforamento "dum pedaço de chão do reguengo que está onde chamam a Coutada termo da Covilhã, a Rodrigues Anes Jurado". O documento encontra-se no livro 2º da Beira do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Em termos administrativos, pertenceu até muito tarde à freguesia do Peso. É nesta situação que é citada nas "Memórias Paroquiais" de 1758, ordenadas pelo Marquês de Pombal e D. José I em todas as freguesias de Portugal. Tinha nessa altura trinta e três fogos, a que deveriam corresponder mais de cento e cinquenta habitantes. Refere o pároco local ao então lugar de Coutada: "Tem (uma) ermida anexa, como dito fica com a invocação de S. Sebastião, fora dele em pequena distância. A esta concorrem muitas pessoas em romagem, em todo o tempo mas principalmente no Verão. Já foi mais frequentada do que no presente".
Posteriormente, em 4 de Dezembro de 1872, iria passar para a jurisdição do Barco, até à sua instituição como freguesia independente. Responsável pela alteração administrativa, e pela transferência para Barco, a população, que assim o exigia por lhe ser "mais breve a distância e melhor o trânsito".
Do património de Coutada, destaque-se a igreja matriz, com o altar-mor de estilo barroco tardio, tendo pertencido primeiramente a um templo da freguesia de Casegas. Tem mais dois altares, dedicados a Nossa Senhora da Saúde e ao Sagrado Coração de Jesus. A igreja é dedicada a São Sebastião, orago que sempre foi desta freguesia.
A agricultura é a actividade mais importante da população de Coutada, devido às terras ricas de aluvião e tendo como principais produtos cultivados os cereais.

 

Por fim deixamos outra curiosidade aos mais interessados, desde 1994, que a Filarmónica Recreativa Cortense, não actua na Coutada, esse verão foi o verão de estreia de alguns novos músicos, espero não nos esquecer de nenhum: Alexandra Barata, Liliana Marques, Edgar Marques, Marco Alves, Vítor Alves, Vasco Alves, Telma Esteves, Ricardo(Lisboeta), Marco Cunha e Lídia Ramos