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Filarmónica Recreativa Cortense

Filarmónica Recreativa Cortense

Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

Velha Gaiteira mostra trabalho

São de Castelo Branco e apresentam novos sons, com raízes populares. A gaita de fole e a percussão são as bases de um trabalho que agora se apresenta em CD. Os Velha Gaiteira são um projecto com ambição para chegar bem longe e levar a musica tradicional associada aos sons contemporâneos.

 

fotoO grupo Velha Gaiteira, de Castelo Branco apresenta o seu trabalho discográfico, gravado recentemente, na edição do Boom Festival, que decorre em Idanha-a-Nova, entre 18 e 26 de Agosto. O CD gravado no Cine Teatro Avenida tem o intuito de registar a primeira fase do grupo, que ao longo dos seus três anos sofreu algumas alterações. Não só de elementos, mas também de som. Actualmente compõem o conjunto Ricardo Santos, José Araújo e Hervé Freire.

O trabalho foi produzido, masterizado e misturado por Vasco Casais, dos Dazkarieh e tem o selo da Ferradura, que abre as portas da FNAC. Uma hipótese de ver o disco espalhado pelo país…

O projecto Velha Gaiteira foi criado no Paúl, com o intuito de divulgar a gaita de fole transmontana e as percussões tradicionais da Beira Baixa.

A sua história reflecte a sua raiz tradicional, com um reportório que tem o intuito de ser uma homenagem a todas as ‘velhas gaiteiras’ que mantêm viva a música enquanto veículo de comunicação e expressão cultural.

Os temas que interpretam partem deste universo rural e pastoril para um novo caminho desbravado ao som da gaita, da caixa, do bombo, dos adufes, acabando por criar um novo estilo já denominado como Trance Rural Orgânico.

O primeiro trabalho dos Velha Gaiteira vai ser promovido pelo país, estando já marcada uma actuação, para além do Boom, na Festa do Avante. A apresentação far-se-á, igualmente no estrangeiro, onde o grupo tem já contactos privilegiados. Muitas deslocações lá fora ficaram comprometidas porque, conforme referem ao Reconquista José Araújo e Ricardo Santos, não tinham qualquer suporte para apresentação, igualmente outro dos objectivos da gravação.

Agora tudo será diferente e o grupo promete chegar longe, com estes novos timbres da música portuguesa. Esta gravação surge agora porque, como frisam, só agora encontraram as condições ideias para a sua produção. “Queríamos fazer algo que reproduzisse, fielmente, o nosso som e encontrar para o fazer alguém que o compreendesse”, adiantam.

O CD “ é o reflexo daquilo que somos” e por isso conta com a colaboração de diversos amigos. Nomeadamente, vários elementos do Grupo de Bombos da Casa do Povo do Paúl, a Ti Zita, adufeira da Casa do Povo do Paúl, Joana Negrão, dos Dazkarieh, Adriana Vieira, pandereteira do Centro Galego de Lisboa e o Grupo de Percussão da Escola Cidade de Castelo Branco.

José Araújo e Ricardo Santos realçam a colaboração, ainda, de Telmo Valezim e João Nuno Henriques, os dois jovens construtores dos instrumentos de percussão que são usados pelo grupo.

Arranjos próprios para temas tradicionais, com base em modas de Paúl, Malpica do Tejo, Idanha-a-Nova… entre outras localidades da Beira Baixa, onde se juntam as músicas de Trás-os-Montes são o mote deste CD, onde se encontram, também, temas originais.

Os Velha Gaiteira começaram como grupo de rua e foi na rua que beberam as suas raízes. “A nossa identidade vem desse contacto e queremos transpor isso para o palco, onde temos mais recursos, dando uma outra roupagem aos temas de forma mais cuidada e contemporânea, nunca esquecendo a nossa portugalidade”, acrescentam.

Daí que a tendência seja, cada vez mais, para se assumirem como um grupo de palco. “Gostamos muito de fazer arruadas, mas este disco é um furo para o palco”, reconhecem.

E eles vão andar por aí. Pelo país, pelo estrangeiro e lá para Fevereiro / Março de 2011 em Castelo Branco.

 

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