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Filarmónica Recreativa Cortense

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Bruno Borralhinho - Percurso e Carreira. 31 JUL, 21h00, Covilhã

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 31.07.17

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O Melhor dos Clã.

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 29.07.16

Chega hoje às lojas O Melhor dos Clã. Um best of da carreira da banda que chega aos 20 anos. O DN falou com a vocalista, Manuela Azevedo

Estão a celebrar os 20 anos desde que saiu o vosso álbum de estreia, lusoQUALQUERcoisa (1996). Costumam olhar muito para o passado?

De todo. Aliás, esta ideia do best of nem foi nossa. Foi um desafio lançado pela Warner, mas não costumamos olhar para trás. Normalmente ocupamo-nos mais em perceber o que queremos fazer a seguir. É sempre importante olhar para o que se fez, mas não necessariamente com um sentido nostálgico ou pensar no que se ganhou e perdeu no caminho. Tem mais que ver como correu o último concerto e perceber se é preciso mudar o alinhamento para o seguinte. Esse tipo de coisas.

O lusoQUALQUERcoisa era um disco muito heterogéneo, algo que caracteriza muito estes 20 anos dos Clã.

É uma das marcas da banda, a de não ter problemas em fazer discos com diferentes influências e géneros. Embora cada um de nós, cada vez mais, se aperfeiçoe e se aproxime da sua personalidade sónica, que é mais segura e madura, mas sempre tivemos muito prazer em experimentar coisas muito diferentes nos nossos discos. Não sei se é uma coisa boa ou má. Às vezes discutimos isso. Mas o que nos diverte é a mudança, reagir ao disco que fizemos antes com algo completamente diferente.

Foi o que aconteceu a seguir ao Lustro (2000), um disco de canções pop/rock clássicas e um grande sucesso de vendas, com o Rosa Carne (2004), um álbum mais denso. Não é o caminho que se esperaria. Foi uma decisão consciente?

Teve que ver com o que era mais urgente, em termos artísticos, a banda fazer. Tínhamos duas hipóteses: ou fazíamos um sucessor do Lustro e continuávamos naquela senda das canções pop/rock clássicos, primorosas, bem escritas e eficientes, sendo que continuar esse caminho seria continuar a fazer o mesmo exercício, ou avançávamos para outro e experimentávamos coisas novas. Seria aprender num território mais difícil mas que nos entusiasmava muito. O que acontece no Rosa Carne é que se abriram novas portas a nível melódico, harmónico, sónico, lírico. Cantámos palavras que nunca imaginaríamos cantar. Até a forma como plasticamente o Rosa Carne resultou em palco teve um impacto muito forte. Para darmos esse salto, atrevemo-nos a sair o caminho seguro, o que foi muito importante para a banda se libertar de qualquer receio e sentir-se capaz de tudo.

Mas foi um risco grande?

Na altura, o David Ferreira ainda trabalhava na EMI. Nos gostámos muito de trabalhar com ele, porque é uma pessoa que gosta muito de música e é muito franco e nós apreciamos essa qualidade. Na EMI sempre tivemos total liberdade para fazermos os discos que quiséssemos. Sempre foi uma relação muito aberta, franca e saudável. Quando apresentámos o Rosa Carne, o David Ferreira falou connosco e disse: "Acho que isto é um disco muito arriscado e difícil, talvez deviam ponderar e arranjar umas canções mais orelhudas, porque conseguiram chegar a um patamar de popularidade grande". Nós fomos para casa pensar e escrevemos-lhe um e-mail gigante a explicar porque é que tinha de ser aquele disco a ser lançado, porque é que não íamos por outro caminho e, no final, ele percebeu perfeitamente os argumentos da banda e apoiou-nos.

In: DN

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Victoria Beckham revela que nunca cantou nos concertos das Spice Girls.

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 06.06.16

Victoria Beckham nunca cantou nos concertos ao vivo das Spice Girls. A revelação foi feita pela própria, contando que lhe desligavam o microfone com medo de que desafinasse.

“Posh Spice”, como ficou conhecida Victoria Beckham no seu tempo de Spice Girls, fez sucesso entre as adolescentes no final das década de 1990.

Mas a então Victoria Adams não ficou conhecida pelos seus dotes como cantora – e já se sabia que não era propriamente a mais talentosa da girls band neste domínio.

Agora, é a própria Posh Spice a revelar que nunca cantou nos espectáculos ao vivo da banda, por temerem que pudesse desafinar.

“Costumavam desligar-me o microfone e deixar as outras cantar”, contou Victoria Beckham numa entrevista no âmbito da exposição Vogue 100: A Century of Style, patente na National Portrait Gallery, em Londres.

A “Posh Spice” também reconhece que não se sentia muito confortável com a sua intervenção na banda, realçando que era “a mais reservada do grupo” e que “felizmente usava saltos altos”, o que lhe incutia mais confiança.

“Agora o meu microfone está bem e verdadeiramente ligado, finalmente”, disse a actual designer de moda, casada com o ex-futebolista David Beckham, realçando o seu lado bem sucedido como mulher de negócios e empresária.

 

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Eagles of Death Metal querem ser "a primeira banda a tocar no Bataclan"

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 26.11.15

O grupo deu a primeira entrevista após os ataques do 13 de novembro. A revista 'Vice' já a divulgou na íntegra

"Mal posso esperar por voltar a Paris. Mal posso esperar por tocar. Quero voltar. Quero que sejamos a primeira banda a tocar no Bataclan quando reabrir. Porque estava lá quando se fez silêncio por um minuto. Os nossos amigos foram lá ouvir rock n' roll e morreram. Eu quero voltar lá e viver." As palavras são do vocalista dos Eagles of Death Metal, Jesse Hughes.

A banda da Califórnia atuava a 13 novembro no Bataclan, que se tornaria no maior foco dos atentados que nessa noite mataram 130 pessoas em Paris. Só naquela sala de espetáculos morreram 89 pessoas.

Nesta primeira entrevista após o massacre, os membros da banda - formada em 1998 por Hughes e Josh Homme (que não estava no concerto) - recordaram essa noite à revista Vice, que nesta quarta-feira publicou na íntegra a entrevista conduzida pelo seu diretor, Shane Smith.

Hughes, comovido, chorou em diferentes momentos, descrevendo como se deparou diretamente com um dos terroristas, e muito do que testemunhou nessa noite. "Muitas pessoas esconderam-se no meu camarim e os assassinos conseguiram lá entrar e mataram todas as pessoas, exceto um rapaz que estava escondido debaixo do meu casaco de cabedal", contou.

O vocalista deu ainda conta de como as vítimas se ajudavam entre si. "As pessoas estavam a fingir que estavam mortas e estavam tão assustadas. Uma das razões para tantas mortes foi porque muitas pessoas não quiseram abandonar os amigos. Muitas meteram-se à frente de outras pessoas."

Ao contrário de Hughes, de Eden Galindo, o guitarrista, ou de Julian Dorio, o baterista, que conseguiram sair por uma porta lateral, o baixista Matt McJunkins ainda ficou fechado numa sala com muitas pessoas que usaram cadeiras para ali se barricarem. Como única arma, recorda o músico, tinham uma garrafa de champanhe.

McJunkins ainda ouviu a explosão de um dos suicidas que "fez abanar toda a sala e provavelmente todo o edifício".

Shawn London, o engenheiro de som da banda, estava na parte de trás da sala e recorda que "o concerto estava a correr bem, os miúdos estavam a divertir-se imenso". Lembra ainda "os sorrisos, a dança, como cantavam cada canção".

Depois do massacre começar, deparou-se com um atirador que falhou o tiro que lhe apontara. Ouviu mais tarde esse atirador gritar Allahu akbar. Foi nesse momento, conta, que "soube o que se estava a passar".

Recordou-se ainda a morte de Nick Alexander, de 36 anos, responsável pelo mershandising da banda, assim como três elementos da editora responsável pelo concerto.

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"Filarmónica Cortense celebrou 116 anos" - Notícia Rádio Clube da Covilhã

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 18.11.15

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A Filarmónica Cortense celebrou os seus 116 anos de existência este domingo. Para celebrar, organizou um dia recheado de boa disposição e claro, com muita música.

As festividades começaram logo cedo, com uma arruada e depois com a missa de aniversário. A filarmónica é constituída por 32 elementos, desde os mais pequeninos, com 9 anos, até aos mais velhos, com mais de 60 anos.

“Vive um momento áureo, uma vez que vários elementos novos têm ingressado” referiu o presidente, Alexandre Barata. Um cenário não tão cor-de-rosa no que ao dinheiro diz respeito, neste campo “nunca estão bem”, pois numa associação deste tipo existem sempre despesas avultadas “com fardamentos e instrumentos.

O ingresso de novos elementos também se deve à escola de música que a banda possui, onde ensinam as crianças a ler e a tocar música, nesta altura é frequentada por 5 elementos.

O presidente da Filarmónica adiantou à nossa reportagem que “não só os pequeninos são importantes mas também os mais velhos”. O elemento mais antigo da banda das Cortes do Meio é José Barata, mais conhecido por Barata, que afirmou que já toca na banda há 28 anos. Entrou em 1987, desde que a banda se ergueu depois de parar durante algum tempo, e que até agora se manteve. Sempre teve o bichinho pela música, já tocou trompete mas o seu instrumento agora é o trombone aos nossos microfones acrescentou que “já passou o bichinho da música à sua filha e genro e agora aos seus netos”.

A Filarmónica Cortense junta miúdos e graúdos numa “grande família”, afirmou Alexandre Barata.

“Uma família” que durante este domingo festejou os seus 116 anos de existência, com um almoço convívio e um concerto ao final da tarde.

Sede da Banda Filarmónica Cortense que vai ser alvo da 3ª fase de construção

Sede da Banda Filarmónica Cortense que vai ser alvo da 3ª fase de construção

No que toca à sede social uma nova esperança é agora acalentada já que a Filarmónica Cortense conseguiu o segundo lugar no orçamento participativo com o projeto da construção da 3ª fase da sede da associação, com 1.741 votos e que custará cerca de 67.500 euros. A notícia, recebida com alguma surpresa, uma vez que não contavam, não podia ser mais agradável para o presidente e para os elementos da banda. A surpresa depressa se tornou em festa, agora que a Filarmónica Cortense vai ser contemplada com uma verba de 67 mil e 500 euros para a construção da terceira fase da sede.
Sobre este tema recordar que Vítor Pereira, presidente da autarquia, referiu na cerimónia de apresentação dos resultados do orçamento participativo, que até ao final deste mês os vencedores iriam ser contactados para reunir com os responsáveis de modo a delinearem as linhas para os projectos começarem. Mas até agora ainda não foi dada uma resposta da câmara neste sentido aos vencedores.

Ana Sofia Paiva - RCC

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Faleceu o nosso "Ti Zé do Bombo", Sr. José Marque das Neves.

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 29.01.14

É com consternação e tristeza que anunciamos a partida, no dia de ontem, 28 de janeiro, de um MÚSICO de corpo e alma que dedicou grande parte da sua vida (mais de 50 ANOS) à causa filarmónica.

Os músicos mais novos já não tiveram a portunidade de conviver mais proximamente com ele, mas os mais velhos sabem bem a dedicação e o carinho que este músico tinha pela Filarmónica Recreativa Cortense.

Que Descanse em Paz e Santa Cecília o acarinhe.

Os Pêsames à família.

A missa de corpo presente é celebrada hoje, quarta feira, às 11h00, em Cortes do Meio.

 

Deixamos uma entrevista realizada ao "Ti Zé do Bombo" (nome pelo qual era carinhosamente tratado pelos músicos cortenses), transcrita d' A Clave - Jornal da Filarmónica Recreativa Cortense, publicação de setembro de 2008.

 

Entrevista a: José Marques das Neves

Nome completo e idade?

José Marques das Neves, 84 anos

Lembra-se com que idade entrou para a banda filarmónica?

Sim, foi com mais ou menos 25 anos, isto em 1949.

Neste momento já não se encontra em actividade na banda, mas a dedicação ao longo destes 52 anos, fazem de você um filarmónico exemplar. Quais as boas recordações que guarda deste tempo todo?

Todos os momentos foram bons por causa da boa camaradagem, a banda era muito unida, havia semanas completas de ensaios, e os números saiam em uma semana. Começava-se à segunda e pelo fim-de-semana, já tínhamos o número pronto para a rua, pois porque também, toda a gente ia de boa vontade ao ensaio. Há muitas recordações mas em geral era tudo bom e corria sempre tudo bem, sem nunca ter havido grandes discussões. Mesmo pelos caminhos mais velhos e estragados, reinava sempre a boa disposição, mesmo até, quando íamos a pé para o Ferro, e no regresso até orquestra fazíamos.

Quando entrou, a banda já era uma verdadeira escola, como funcionava na altura? Havia muito rigor/disciplina?

Toda a gente andava de vontade e como tal, cumpriam, não havia escola como agora, mas conseguíamos aprender na mesma. O “Zé Quintela” era rigoroso, até mesmo, muito teimoso. Era capaz de perder um ensaio inteiro para ensinar um só músico. Tinha muita paciência, mas por vezes também se arreliava. Lembro-me que não havia mulheres, todos eram muito educados e no total éramos 24 elementos.

Hoje em dia como se sente quando vê a sua querida filarmónica desfilar pelas ruas da nossa aldeia?

Para mim a Banda é a melhor coisa que tem a freguesia. Acima de tudo, sinto muitas saudades.

Quais os motivos que o levaram a sair?

A idade já pesava e a minha saúde não era a melhor, por esses motivos e, também porque já me era difícil caminhar, resolvi sair.

Tem algum episódio especial que queira contar?

Tantas traquinices quando vínhamos do Barco e Ferro à noite… Uma vez no Telhado fomos lá fazer uma festa, e o pároco meteu-se nos copos e começou a variar e a fazer um espectáculo não muito bonito de se ouvir e ver, foi para casa curar a bebedeira enquanto nós lá nos entretemos sem sabermos ao certo que fazer. Só quando lhe passou a bebedeira, já assim para a tardinha, é que queria que tocássemos. Acabamos por vir para casa sem nos pagarem 170$00.

E desejos? Quais são?

As maiores felicidades do mundo para a nossa banda, que dure muitos e bons anos, ou seja, que nunca acabe.

 

 

 

 

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Samuel Barata - Atleta e... Músico Filarmónico.

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 01.08.12

Reproduzimos aqui a entrevista dada ao semanário Notícias da Covilhã, do flautinista da formação musical da Filarmónica Recreativa Cortense e componente do seu orgão diretivo.

Um promissor atleta e também um Músico Filarmónico!!!

 

Samuel sonha com os Jogos Olímpicos


Atleta do Benfica faz balanço da época em entrevista ao NC

 

O 17º lugar no Mundial, com apenas três europeus à frente, estava dentro das expectativas?

Não tinha classificação definida, apenas lutar e dar o meu melhor. O resultado obtido foi muito bom, mas não foi nada fácil, trabalhei muito para o conseguir. Tinha como táctica de corrida acompanhar os atletas norte-americanos, mas tive algumas dificuldades iniciais e quando o contingente africano atacou tive que controlar a minha corrida. Curiosamente, foi à passagem dos 7 quilómetros, onde teoricamente estaria mais debilitado, que comecei a trepar na classificação, terminando bastante bem. Se tivesse terminado com o meu melhor tempo na distância teria entrado no top 10, mas independentemente dessa situação estou extremamente satisfeito, foi uma classificação muito honrosa.

Tinhas os mínimos desde Março mas a convocatória não era uma certeza. Sempre acreditaste nesta chamada à selecção?

Sinceramente acreditei, penso ter sido um dos primeiros atletas nacionais a conseguir mínimos de participação, foi uma enorme satisfação e na minha opinião seria injusto seja para quem for alcançar mínimos, que não é nada fácil, e ser impedido de participar seja porque razão for. No desporto, em especial no atletismo, os atletas abdicam de muitas coisas e sofrem bastante para conseguir os seus objectivos.

Numa época conseguiste títulos nos 1500m, 3000m, corta-mato e foste ao Mundial de Juniores correr os 10.000m. Em que distância te sentes mais confortável?

Terei de fazer uma opção. Nos 10 000m a primeira vez que participei consegui logo os mínimos mundiais, mas não vai ser uma opção imediata. Infelizmente, e apesar de treinar bem, não consegui melhorar as minhas marcas pessoais nos 800m, 1500m, e 3000m, que eram um dos objectivos para a época, mas até à data sinto-me bem nos crosses e na pista adapto-me e gosto dessas distâncias. De imediato vou descansar, depois treinar para a época de Inverno e depois trabalhar para melhorar as marcas pessoais nessas disciplinas.

Foste em Agosto para o Benfica depois de fazeres toda a formação na Bouça. Quais foram as vantagens dessa mudança?

A principal diferença foi o facto de puder ir para a pista seja a que horário for e ter sempre alguém com mais capacidades que eu para treinar em conjunto. Alguns treinos são autênticas competições. Infelizmente, aqui temos pouca gente a treinar e no Benfica tenho um gabinete de Fisioterapia sempre disponível e um projecto aliciante

“Trabalho todos os dias para melhorar

Pensavas conseguir de imediato os resultados obtidos?

Trabalho todos os dias para melhorar. Pretendia ter uma boa época de Inverno e depois disso aparecer bem na pista. Penso que tive uma boa base que fez com que continue a evoluir bem e segundo os responsáveis do clube ultrapassei os objectivos pretendidos para a época. Sinceramente, se tivessem dito no início de época que estaria no Mundial, ficava com algumas reservas, mas se não fosse difícil não metia piada.

Teria sido possível fazeres uma época como esta se tivesses continuado a ser atleta da Bouça?

Não consigo prever isso. Na Bouça, época após época, tive a sorte de melhorar e chegar às medalhas nacionais e à selecção pela primeira vez, o que me enche de orgulho. No Benfica alcancei títulos colectivos que na Bouça seria mais difícil, mas a nível individual, com trabalho e dedicação, nada é impossível e a prova está nos resultados da época passada pelo Grupo da Bouça.

Tiveste convites. Porque não saíste antes?

Eu não passava de um miúdo e a Bouça tinha um projecto muito bonito. Havia muita ajuda entre os atletas. Além disso, o grupo de trabalho fazia de tudo para não faltar nada aos atletas e davam-me condições para estar nas melhores pistas e competições do País e por vezes no estrangeiro. Recordo-me bem da prova de cross que abriu o circuito mundial de corta-mato em Burgos onde participámos com os melhores do mundo.

PÁGINA DOIS

“Alguns amigos meus dizem que só faltam os Jogos Olímpicos”

Entraste para a universidade e passaste a viver em Lisboa. Tu também mudaste? És uma pessoa diferente?

Acho que estou na mesma, apenas com mais saudades da família e amigos. Foi uma mudança radical, mas adaptei-me bem e o facto de conhecer muitas pessoas ligadas ao atletismo foi mais fácil. De resto, estou na mesma.

É um sentimento estranho não teres feito este ano a Subida ao Vale da Bouça?

Não deu para participar porque nesse dia tive voo para Barcelona para participar no Mundial.

Com as provas quase sempre ao fim-de-semana, sobra tempo para regressar a casa?

Muito pouco, é um dos muitos sacrifícios que temos que fazer. Tive um período de quase dois meses sem ir a casa. Para além dos exames, das competições, por vezes temos treino específico a que não convém nada faltar.

Chegam-te ecos da Bouça ou da região das tuas vitórias? O que te dizem?

Sim e sempre que tenho possibilidade de ir a casa as pessoas apoiam e é muito bom.

Deixaste a tua terra, o teu clube, a tua família. E as outras actividades, como a banda?

Sempre que posso continuo a participar e a ir aos ensaios e actuações e desta forma dar o meu pequeno contributo.

Qual é a ligação que tens com os antigos colegas, clube e com o anterior treinador?

É a melhor. Sempre que posso tento estar com eles e pomos a conversa em dia, com o David falo quase todos os dias. Ele continua a apoiar-me ao máximo e quando vou à Bouça controla-me os treinos e vai ver as provas. Devia voltar aos treinos. Pessoas como ele fazem falta, muito do que alcancei foi ele que ajudou.

Até onde achas que tens condições para chegar?

Não sei, está tudo a acontecer muito depressa. O David Bizarro enviou-me antes da convocatória um recorte do vosso jornal datado de 2008 ou 2009 em que dizia que acreditava que iria à selecção. Na altura não passava de um sonho e consegui. Uma certeza tenho: quero continuar a evoluir e a tentar marcar presença neste tipo de competições. Alguns amigos meus dizem que só faltam os Jogos Olímpicos, que é mais um sonho, mas vamos aguardar o futuro, o sucesso é efémero, em especial no atletismo. Logo, é continuar a treinar e a trabalhar.

 

Ana Ribeiro Rodrigues, Notícias da Covilhã, 2012-07-25

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“TAMBOR“: Alexandra Valentim dá voz a novo trabalho

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 15.06.12

«Não, nunca actuámos na Covilhã dado que ainda não fomos convidados para tal. Mas é nossa vontade fazê-lo e quanto antes...»

 
 
 
Alexandra Valentim é uma personalidade confirmada da música portuguesa. Nascida na Covilhã, onde muita gente a recorda a cantar o fado, cedo participou em concursos televisivos onde deu a conhecer a sua voz, acabando por ser convidada para vários projectos. Desde 1999 que está ligada ao projecto TAMBOR que tem surpreendido pela sua musicalidade. Este grupo prepara-se para lançar um novo CD que nos é apresentad o pela própria Alexandra:
- É um trabalho electro pop. Um disco pop marcadamente e lectrónico, mas de influencias electro/trip hop/pop, cantado em português e que está em fase de misturas finais.
Como é a vida do "Tambor" enquanto projecto?
- "tambor" está sempre em fase de composição e preparação de apresentações ao vivo. O desdobrar das apresentações em acústico, electro/acústico e electrónico, implicam muito tempo de trabalho. Neste momento, a acrescentar a estes processos. temos o trabalho de promoção/divulgação do novo disco e a construção das imagens/video para os temas...
Não sentem a tentação de fazer uma música popular e ganhar muito dinheiro nos bailes de Verão?
- "tambor" tem uma estética musical própria e quanto a nós - única. E as nossas músicas são reflexo disso mesmo. Se o público quiser eleger a nossa música como a da sua preferência tanto melhor já que é para esse mesmo público que as fazemos....
Como está o mundo editorial? É fácil editar um novo disco ou sente-se um retraimento do mercado e das editoras?
- O mundo editorial e o mercado mudaram e estamos todos a ajustar-nos. Mas os nossos discos são editados por independentes, pelo que não temos ideia do que acontecerá com as grandes editoras... .
Cada vez há mais meios de comunicação de massas, está facilitado o trabalho de divulgação dos trabalhos de bandas portuguesas?
- Penso que sim, em termos de comunicação digital e ao nível das redes sociais, por exemplo... Mas, no que diz respeito às grandes máquinas de comunicação, o trabalho é substancialmente mais dificil e moroso.
Já actuaram na Covilhã?
- Não, nunca actuámos na Covilhã dado que ainda não fomos convidados para tal. Mas é nossa vontade fazê-lo e quanto antes... .

"À volta tudo cai" Tema de apresentação do novo trabalho »»
In: Kaminhos 

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FRC de "luto" - Falecimento do Sr. Horácio Marmelo dos Santos.

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 24.04.10

  

 

A FRC apresenta desde já, as sentidas condolências à família do Sr. Horácio Marmelo dos Santos.

 

Anunciamos a partida deste mundo terreno de um ente querido da FRC, muito conhecido pela Família Filarmónica do Concelho, que durante muitos anos, muito deu a esta colectividade como músico, director e "Amigo".

 

As exéquias fúnebres serão realizadas amanhã dia 25 de Abril pelas 16h00 na Igreja Matriz de Cortes do Meio.

 

Nesta data infeliz, deixamos uma pequena Homenagem (extraída do Jornal " A Clave", Ano I, Nº9, Edição de Dezembro de 2008) a um antigo Elemento e Director da FRC, actual "Amigo da FRC" e assinante do Jornal da FRC - "A Clave".

 

Entrevista a: Horácio Marmelo dos Santos, 60 anos.

 

Quando foi que ingressou na Filarmónica Cortense?

Foi no dia 7 de Agosto de 1977, e desde essa data em diante assumi muitas funções, como por exemplo, fui secretário, tesoureiro, presidente e acima de tudo músico.

 

Quais as recordações que guarda desse tempo?

As recordações são muitas e boas! Estava-mos no ano de 1977 e tudo começou com apenas 12 elementos, que, hoje já não se encontram ao serviço directo da banda. Mas que com toda a certeza, fazem parte da sua historia. Recordo-me por exemplo do Sr. Joaquim Afonso, executante de C. Baixo, do Sr. José Miguens Serra, no Clarinete em Sib, do Sr. Manuel da Silva, executante de trompa, do Sr. António, mais conhecido por António “cocho”, executante de trombone, do “ti” Silvino, nos pratos, do Sr. Jaime Moreno, a quem pessoalmente muito devo por me ter ensinado a tocar caixa, ao Sr. José Marques das Neves, o homem do bombo que já foi entrevistado também por vós, ao Sr. Joaquim Barata, executante de clarinete em Sib e a quem a banda muito deveu, porque era uma pessoa que estava sempre presente e dava muito apoio aos jovens músicos que iniciavam a sua aventura na musica. Recordo também o Sr. António, mais conhecido por António “pau preto” que também tocava bombo, e também o Sr. Joaquim Marques, regente da banda, que é familiar de alguns músicos que estão hoje na banda, e mais alguns de que agora não me recordo muito bem.

 

O que era para si, a Banda das Cortes?

A banda para mim, foi sempre como que uma segunda casa, na altura em que não havia sala de ensaios, cheguei a ceder um espaço em minha casa para se poder ensaiar. Eram outros tempos muito diferentes dos de hoje, as famílias dos músicos empenhavam-se muito em prol da banda, e como tal sou muito agradecido a todas as pessoas que trabalharam connosco. Posso dizer que havia muito mais carolice que hoje em dia, convivíamos muito mais, com jantaradas e bailaricos. No fundo era tudo uma brincadeira muito séria, e a brincar se foi crescendo e mantendo a banda em funcionamento. Trabalhei e trabalhámos muito enquanto direcção, mas desses tempos só tenho boas recordações.

 

Como vê a Banda das Cortes hoje?

Hoje em dia penso que as coisas mudaram um pouco, penso que devia haver um pouco mais de disciplina. Não que os músicos sejam desordeiros, mas sim porque por vezes, há faltas aos ensaios, às festas, e mesmo por vezes é preciso esperar por uns e outros para festas, e mesmo estando por fora, as pessoas apercebem-se disso. Gostaria que a sede que é o nosso grande sonho, e pelo qual tanto lutámos, finalmente fosse concluída. Penso que a Banda está um pouco mal apoiada financeiramente, e que devia de conviver mais com as pessoas de freguesia, ou seja promover mais concertos e já agora, repensar a volta da arruada porque, acho que esta não esta muito bem ajustada a nossa aldeia. Como sei que quer fazer alguns agradecimentos aqui tem a sua oportunidade. Quero agradecer a algumas pessoas do meu tempo em que a banda teve uma má fase, quando a emigração se fez sentir, onde praticamente de um conjunto de 26 elementos, ficaram apenas cerca de 12, em que inclusive tivemos de anular alguns contratos devido a essa onda de emigração que nos reduziu o número de elementos. Como tal tenho que elogiar o Sr. Américo Pereira que ficou à frente dos elementos, o Sr. José Joaquim que também fazia parte dessa direcção que juntamente comigo, Horácio Marmelo, ficou para que a banda não acabasse e desse continuação aos jovens que iam comparecendo no ensaio regido pelo Sr. Américo Pereira. Tenho em especial atenção, todos aqueles que de uma maneira ou outra nos ajudaram, como por exemplo, os irmos Costa Pais, a Penteadora, o Sr. Eng. Francisco Garrett que nos ofereceu toda a fazenda necessária para um fardamento na altura, entre muitas outras empresas que nos foram apoiando como por exemplo a Adega Cooperativa da Covilhã.

 

Quais os seus desejos para a Banda?

As maiores felicidades do mundo, e que corra sempre tudo bem a estes filarmónicos, e aos seus familiares. Da minha parte, um feliz Natal a todos os leitores.

Adriano Esteves

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Entrevista a José Marques das Neves

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 31.10.09

 José Marques das Neves, 69 anos, alfaiate e um "Amigo" da  FRC.

 

 

Quando é que começou a fazer parte da banda?

Em meados de 1977, na altura em que foi restaurada. Eram já vários os interessados, pois por isso, houve um grupo de amigos que se juntou e pela força de suas vontades decidiram restaurar a banda. Alguns eram músicos e assim continuaram começando a dar corpo à banda. Outros houve que não haviam nascido com dotes musicais, mas que mesmo assim, ajudavam os outros muito directamente, como por exemplo, ajudando no transporte de alguns músicos que estavam mais deslocados.

Recorda-se de como foi esse processo?

No inicio foi como que uma comissão administrativa, o Sr. Júlio Barata era quem coordenava toda a equipa, e só mais tarde é que se formou uma direcção como ditam as regras do associativismo, onde eu não intervinha directamente como corpo social, mas sim, como responsável pelo fardamento, já que era a minha profissão. Só mais tarde em 1996, é que integrei a lista de corpos sociais pelo período de 3 anos.

O que guarda desses tempos?

Lembro-me de que fui eu que tratei do processo para o Sr. António Pão Alvo (actual maestro) poder ir a Lisboa frequentar o curso de regentes. Recordo-me de também de ter tratado do processo para legalização da banda como pessoa colectiva, tendo ainda hoje em minha posse, documentos originais de todo esse processo, tais como os estatutos originais. De salientar que todo o processo de legalização foi composto pela minha pessoa, todos os documentos necessários para o efeito foram escritos à mão e são esses os originais a que eu me referia. Resumindo, tenho muitas recordações, muitas delas são boas, outras são de muito trabalho, e também as inúmeras actuações que a banda fez.

Porquê a sua saída da lista de corpos sociais?

Eu já tinha aceite um cargo para outro mandato, mas, talvez um pouco pelo cansaço, decidi retroceder na minha decisão. Cheguei a ouvir a minha esposa dizer que já só via banda.

Porque é que nunca quis ser músico?

Se há quem goste verdadeiramente de música, eu sou um deles, mas a minha vida profissional era incompatível com a banda, basta dizer que as actuações da mesma, eram sempre durante os fins-de-semana, fins-de-semana esses que eu tinha ocupados profissionalmente.

Faz ideia da quantidade de fardas que já confeccionou?

Só fardamentos novos e completos já foram 3, mais as fardas confeccionadas em menor escala, faz uma soma de mais ou menos 200 fatos completos.

Como classifica actualmente a Filarmónica?

Poderia dizer mil e uma razões para a engrandecer, mas vou enumerar apenas 3 factores, os quais acho mais essenciais.

·         A banda de cortes sempre que sai para uma arruada, traz consigo uma bela música que faz sobressair um cheirinho a festa, proporcionando alegria.

·         A banda para mim, é a principal de todas as associações na freguesia, embora eu goste de todas. Isto porque cativa muita juventude motivando-os e educando-os para que não percorram caminhos errados.

·         A nossa filarmónica é a associação que mais tem levado o bom nome e a cultura de Cortes do Meio por todos os sítios por onde tem passado. De todas as associações, para mim, a banda será sempre a primeira, porque eu gosto verdadeiramente de música.

Se tivesse poder, mudava alguma coisa?

Não! Não posso mudar nada porque apoio todos os dirigentes que estão. Apoio em especial todos os músicos porque acho que têm feito um bom trabalho tendo dado ao longo destes tempos, provas disso mesmo. Não posso deixar de apoiar os músicos porque sei as dificuldades com a banda se tem debatido.

Para terminar gostaria de saber quais são os seus desejos para a filarmónica?

Gostaria de desejar o principal, ou seja, a continuação. Que melhore sempre o seu repertório e que consiga cativar cada vez mais os nossos jovens e também menos jovens, porque a banda tem sempre a porta aberta para quem a quiser frequentar. Gostava também de felicitar toda a direcção pelo trabalho realizado em especial ao Sr. Júlio Barata. Para terminar desejo as maiores felicidades a todos os músicos e dirigentes.

Adriano Esteves

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"A Clave" - Jornal da FRC, mês de Julho

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 02.10.09

 

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Nome completo?

Maria Anunciação Florinda Alves Carrola.

Desde quando lhe foi atribuído o “apelido” de Madrinha da Banda?

Foi em 1999, ou seja vai agora fazer 9 anos, e foi mais ou menos pela altura do centenário.

Qual foi a sua reacção aquando do convite para ser madrinha da F.R.C.?

Fui apanhada de surpresa, fiquei muito surpreendida. Nunca pensei que tal convite me fosse feito, mas aceitei com muito bom gosto.

Para si, o que é ser madrinha da Filarmónica das Cortes?

É um grande prazer, significa tudo, sinto-me uma representante desta magnífica Banda. Sinto que faço parte desta família filarmónica, e os músicos, para mim, são como família também. Sinto-me muito bem junto de todos, e é com muito gosto que sou madrinha desta Banda.

O que sente quando vê a banda actuar?

Quando a vejo, sinto-me feliz e contente, para mim, é mesmo um orgulho ver a banda actuar. Não é por ser madrinha, mas tenho mesmo muito gosto em ouvi-la tocar belas melodias pelas ruas da nossa aldeia, é como que tudo ganha mais cor. As procissões ficam mais bonitas, ganham outro respeito, e em alturas de arraial é sempre bom a diversão que a banda provoca. Lembro-me por exemplo da Senhora do Carmo, e o cortejo só mesmo com a Filarmónica das Cortes, são filhos da terra, e isso muda logo tudo.

O que significa para si a Filarmónica das Cortes?

Para mim a Filarmónica das Cortes, representa um todo, é uma família unida que tem bons momentos e também alguns menos bons. É um grupo onde a diferença de idades não impede que todos se conheçam bem, os mais novos falam abertamente com os mais velhos, e com os mais velhos verifica-se o mesmo, isto porque todos eles estão unidos pela música.

Já acompanhou a Filarmónica das Cortes em alguma actuação fora?

A minha vida profissional não me permite muito acompanhar-vos, mas no entanto tenho muito gosto sempre que o faço. Por minha vontade acompanhar-vos-ia sempre fosse possível, mas é muito difícil conciliar o meu trabalho com isso. Das vezes que fui, resumidamente, gostei da experiência, aonde quer que a banda vá, reina sempre a alegria, a boa disposição, ou seja, têm sido sempre bons momentos. Aquilo que a banda me transmite quando a vejo na nossa aldeia, é exactamente o mesmo quando a vejo fora.

Como Madrinha, também faz parte do grupo de pessoas que quer erguer a nova sede da filarmónica. Como vê este Projecto?

Penso que seja uma grande obra que já deveria estar feita há algum tempo, não fosse a falta de certos apoios. Certamente irá beneficiar em muito a nossa banda, assim como, irá dignificar o nome de uma associação centenária. É um edifício novo, com muito melhores instalações do que as actuais, com mais espaço para que a banda possa crescer ainda mais. Será sem duvida uma mais-valia tanto para nós como para a freguesia, e como é uma novidade, penso que poderá provocar um maior interesse a quem quiser pertencer a esta família.

Para terminarmos quer desejar alguma coisa à Banda?

Sim claro, desejo-lhe as maiores felicidades do mundo e que possa continuar a alegrar-nos por muitos e bons anos.

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ENTREVISTA A JOSÉ MARQUES DAS NEVES - "TI ZÉ DO BOMBO"

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 07.03.09

 

Nome completo e idade?

José Marques das Neves, 84 anos

Lembra-se com que idade entrou para a banda filarmónica?

Sim, foi com mais ou menos 25 anos, isto em 1949.

Neste momento já não se encontra em actividade na banda, mas a dedicação ao longo destes 52 anos, fazem de você um filarmónico exemplar. Quais as boas recordações que guarda deste tempo todo?

Todos os momentos foram bons por causa da boa camaradagem, a banda era muito unida, havia semanas completas de ensaios, e os números saiam em uma semana. Começava-se à segunda e pelo fim-de-semana, já tínhamos o número pronto para a rua, pois porque também, toda a gente ia de boa vontade ao ensaio. Há muitas recordações mas em geral era tudo bom e corria sempre tudo bem, sem nunca ter havido grandes discussões. Mesmo pelos caminhos mais velhos e estragados, reinava sempre a boa disposição, mesmo até, quando íamos a pé para o Ferro, e no regresso até orquestra fazíamos.

Quando entrou, a banda já era uma verdadeira escola, como funcionava na altura? Havia muito rigor/disciplina?

Toda a gente andava de vontade e como tal, cumpriam, não havia escola como agora, mas conseguíamos aprender na mesma. O “Zé Quintela” era rigoroso, até mesmo, muito teimoso. Era capaz de perder um ensaio inteiro para ensinar um só músico. Tinha muita paciência, mas por vezes também se arreliava. Lembro-me que não havia mulheres, todos eram muito educados e no total éramos 24 elementos.

Hoje em dia como se sente quando vê a sua querida filarmónica desfilar pelas ruas da nossa aldeia?

Para mim a Banda é a melhor coisa que tem a freguesia. Acima de tudo, sinto muitas saudades.

Quais os motivos que o levaram a sair?

A idade já pesava e a minha saúde não era a melhor, por esses motivos e, também porque já me era difícil caminhar, resolvi sair.

Tem algum episódio especial que queira contar?

Tantas traquinices quando vínhamos do Barco e Ferro à noite… Uma vez no Telhado fomos lá fazer uma festa, e o pároco meteu-se nos copos e começou a variar e a fazer um espectáculo não muito bonito de se ouvir e ver, foi para casa curar a bebedeira enquanto nós lá nos entretemos sem sabermos ao certo que fazer. Só quando lhe passou a bebedeira, já assim para a tardinha, é que queria que tocássemos. Acabamos por vir para casa sem nos pagarem 170$00.

E desejos? Quais são?

As maiores felicidades do mundo para a nossa banda, que dure muitos e bons anos, ou seja, que nunca acabe.

 

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 A CLAVE : Sr. Maestro, numa visão mais geral, o que pensa das Filarmónicas?

  MAESTRO: “No geral está bem no aspecto cultural e musical, representa a cultura de um povo.”

Quando foi que integrou a Filarmónica Cortense?

“Em 1983. Naquele tempo quase não havia escolas de música, aprendia-se com os restantes elementos. Fui tendo, com o decorrer do tempo, algumas aulas teóricas com o Maestro Pires Grancho.”

Qual o motivo que o levou a fazer parte da banda?

  “Por motivos passionais, pois na altura, a minha namorada já integrava a banda.”

Quando ocorreu a transição de músico para Maestro? Porquê?

“Por volta de 1992, mas dois anos antes já fazia de contramestre. O maestro da altura, começou a motivar-me para isso e, assim, tirei um curso de regentes amadores pelo INATEL.”

Qual foi a sua primeira sensação quando se colocou pela primeira vez à frente dos músicos para reger a primeira peça?

“Confesso que tive algum receio que alguma coisa corresse mal, mas tive o apoio do antigo maestro.”

Haverá alguma forma de cativar novos músicos para a banda?

“Não estou a ver nenhuma forma. Cada um tem de sentir interesse pela música e muito bairrismo.”

Considera que existe alguma dificuldade em ensinar música?

“Não, nunca tive nenhuma dificuldade em ensinar música, há é por vezes, dificuldades em aprender.”

Tem projectos futuros em mente para a banda?

“Havendo mais elementos, poderia pensar-se em muitas coisas diferentes. Por exemplo, grupo de metais, trio, orquestra ligeira etc.”

Para concluir, qual o seu desejo para a banda?

“Espero que a banda Filarmónica Cortense ainda tenha muitos anos pela frente e, que nunca acabe.”

 

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