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Cortes do Meio, Concelho da Covilhã, Distrito de Castelo Branco

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Brasileira resgata música dos conventos do Porto

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 28.08.17

Há quinze anos que a cantora lírica Rosana Orsini segue os passos de compositores dos séculos XVII/XVIII para melhor interpretar as suas partituras. Uma viagem que a trouxe para Portugal, em 2007.

Filha de um engenheiro civil que nem ouvia música, Rosana Orsini começou a ter aulas de piano aos 4 anos, em Vitória, no Brasil, onde nasceu. "Fazia parte de uma boa educação no Brasil, naquela época, que os filhos estudassem algo de música", explica. Mas para ela foi mais forte do que isso. "Dizem que a música é uma vocação como a religiosa, é um chamado a que a gente não consegue fugir."

"Quando quis seguir [os estudos em música], o meu pai entrou em desespero. Demorou um pouquinho, mas depois ele acabou por perceber e aceitar bem." Licenciou-se em música na Universidade de Minas Gerais, no Brasil, de onde saiu com 22 anos, para ir fazer um mestrado em canto lírico em Nova Iorque, na Manhattan School of Music. Aí juntou dois dos seus grandes interesses: música e história. "Durante o mestrado, comecei a apaixonar-me por determinados compositores do século XVIII e queria conhecer os seus percursos. Dentro da minha conceção, só ia conseguir cantar bem determinado compositor se conhecesse o lugar onde ele nasceu, a casa dele, a rua onde andava, a igreja e o teatro onde trabalhava." Foi por isso que em 2004 rumou à Áustria, a Salzburgo, onde frequentou a Mozarteum Summer Academy para percorrer os caminhos de Mozart (1756-1791) e no ano seguinte a Londres, para fazer uma pós-graduação na Royal Academy of Music, seguindo os passos de Händel (1685-1759) e Purcell (1659-1695).

Foi por essa altura também que descobriu uma série de teatros históricos de Minas Gerais, no Brasil do século XVIII. "Isso me fascinava. Como é que numa colónia e numa região de mineração, onde a ideia era mesmo tirar o ouro e trazer para Portugal, foram fundados esses teatros, quem cantava lá, quem assistia?" Para dar resposta a tantas questões, Rosana Orsini decidiu fazer um doutoramento sobre teatros de ópera na América portuguesa. "Comecei na Sorbonne, em Paris, e quando lá estava apercebi-me de que precisava da fonte. Não podia estar a falar da América portuguesa sem conhecer Portugal." Adivinha-se o passo seguinte.

"Em 2007 consegui uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para estudar um ano em Lisboa." Antes, e para conhecer a cidade, planeou uns dias de férias. "Viemos uma semana e me apaixonei. Vim passar férias e nunca mais sai daqui." O plural surge porque nesta data já partilha o interesse com o marido, o organista italiano Marco Brescia. Ainda antes de terminar o doutoramento, em 2011 conhece a sua "grande paixão" quando o maestro brasileiro Ricardo Bernardes a convidou para fazer um concerto. "Deu-me uma partitura absolutamente maravilhosa, muito difícil de cantar, de António da Silva Leite. Perguntei-lhe quem era e se tinha mais músicas." E tinha. Rosana descobriu mais de cem obras do compositor na Biblioteca Nacional, muitas delas escritas para conventos como o de Santa Clara, no Porto, já extinto. Em 2012, mudou-se para a cidade Invicta onde investigou obras desse compositor e outros seus contemporâneos, que escreveram obras por encomenda dos conventos do Porto. O álbum Angels and Mermaids, gravado em 2016, com partituras que pertenciam ao Mosteiro de São Bento de Avé-Maria (atual Estação de São Bento) e do Convento de Santa Clara, resulta dessa investigação.

"Quando me convidam para tocar fora, ofereço dois ou três reportórios, mas coloco sempre o português em primeiro porque acho que tenho um tesouro nas mãos. É um tesouro que quero mostrar ao mundo." A 9 de setembro será partilhado com os espectadores do Festival Espazos Sonoros, em Pontevedra, e a 20 de outubro com o público português, no Ciclo de Concertos de Órgão, no Mosteiro de Santo Tirso.

 

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XI Estágio de Sopros da Guia. 28 AGO a 2 SET. Inscrições abertas.

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 24.08.17

Foto de Estágio de Orquestra de Sopros da Guia.

XI Estágio de Sopros da Guia. 
Aproveitamos para divulgar o repertório que será trabalhado nesta edição do estágio:
 Philip Sparke - Fanfare...
 Lino Guerreiro - Mazurkax
 Claude T. Smith - Fantasia para Saxofone (Saxofone - Pedro Carvalho)
 Daniel Smith - Inferno e Purgatorio da Divina Comédia
 Rita Defoort - Hommage to Benny Goodman para Clarinete (Clarinete - Manuel Lemos)
 Oscar Navarro - Hispania
Irão ter lugar também um concerto de professores, uma jam session e outras actividades a divulgar brevemente!
 Inscrições em https://goo.gl/forms/zVzxdVpE0N6iKAIP2

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Rodrigo Serrão apresenta “Stick to the Music” em Lisboa, Covilhã e no Algarve 

Rodrigo Serrão, o primeiro músico português a utilizar um “chapman stick”, apresenta o seu primeiro álbum a solo na quarta-feira, em Lisboa, ponto de partida para uma digressão por cinco palcos.

Quarta-feira, Rodrigo Serrão apresenta o seu álbum “Stick to the Music”, na Associação José Afonso, num concerto de homenagem a José Afonso (1929-1987), que conta com a participação da cantora Fernanda Paula, que faz parte do projeto discográfico.

Na quinta-feira, Rodrigo Serrão atua na Feira de São Tiago, na Covilhã, na Beira Baixa.

Editado em março último, o álbum “Stick to the Music” é constituído por 12 temas, no qual pela primeira vez um músico português utiliza o “chapman stick”, instrumento criado pelo músico de jazz Emmett Chapman, nascido há 80 anos nos Estados Unidos, embora o primeiro português a ter um tenha sido o músico Ricardo Mendes, “stickista” do Porto.

Sobre este trabalho discográfico, o compositor e produtor explicou que partiu do repertório clássico e de peças tradicionais de raiz europeia, propondo “um concerto especialmente concebido para explorar emoções e viajar através da música”.

“Stick to the Music” é também o primeiro CD em que Rodrigo Serrão dá a conhecer a sua voz, logo no primeiro tema, “Hei-de Amar-te a Vida Inteira”, cuja interpretação partilha com Fernanda Paula.

Em declarações à agência Lusa, Rodrigo Serrão afirmou que “a reação do público ao CD tem sido fantástica” e constituiu uma “surpresa” para si.

“Começou por ser uma brincadeira, mas tem sido em crescendo a procura de concertos, e as pessoas têm curiosidade pelo ‘chapman stick’, e por outro lado, gostam de ouvir dizer poesia, que é algo que temos de memória, mas que parecia hoje em dia um pouco arredado da cena musical”, disse.

“O sucesso assusta um pouco por ter sido tão rápido”, referiu.

No dia 31 de julho, Rodrigo Serrão atua no espaço Duetos da Sé, em Lisboa, no dia 09 de agosto, na FNAC do Algarve Shopping, na Guia, em Albufeira, e, no dia seguinte, na FNAC do Fórum Algarve, em Faro.

Sobre este trabalho discográfico, o compositor e produtor explicou que partiu do repertório clássico e de peças tradicionais de raiz europeia, propondo “um concerto especialmente concebido para explorar emoções e viajar através da música”.

Maria Ana Bobone, Joana Pessoa e André Peres são outros dos convidados de Rodrigo Serrão que participam neste CD, que, segundo o músico, “é para as pessoas que [com ele] se atiram no escuro quando tudo é incerteza e ainda nada se sabe”.

O álbum inclui, entre outros temas, “Canção de Alcipe” (Armando Rodrigues/Afonso Corrêa Leite), “Dança Palaciana” (Carlos Paredes), “Um Bom Dia” (Rodrigo Serrão) e a canção tradicional irlandesa “Saddle the Pony”.

Com 25 anos de carreira, músico, letrista e produtor, Rodrigo Serrão começou os estudos musicais aos sete anos, tendo-se iniciado na flauta transversal, no Conservatório de Coimbra, e estudado guitarra, baixo, piano e ainda contrabaixo.

Sobre a escolha do repertório do álbum, Rodrigo Serrão afirma: “Há algo que reconhecemos sempre neste sentir português… Não se reduz às características de uma linguagem musical e está muito para lá dos instrumentos que a tocam. Na verdade está em todo o lado: na terra, na água, nos silêncios, nos olhares e nas palavras e, para nós, traduz-se sobretudo entre pausas, na escolha segura de certas notas”.

Sendo este o seu primeiro CD a solo, o músico participou em mais de 100 discos com nomes como José Cid, Paulo de Carvalho, Anabela, Romana, Vicente da Câmara, Pedro Barroso, o agrupamento Rouxinol Faducho, Mikkel Solnado, Dulce Pontes e Maria Ana Bobone, com quem realizou uma parceria, em 2011, acompanhando-a ao piano na interpretação de fados.

In: Lusa

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Festival de Música da Beira Interior volta a ser um sucesso

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 21.06.17

Chegou ao fim o XII Festival de Música da Beira Interior com o Concerto da Beira Interior 2017, no TMG – Teatro Municipal da Guarda e com lotação esgotada.

Estiveram em palco 220 participantes (9 escolas e 1 associação do ensino artístico da Região da Beira Interior, vertente música erudita) entre os quais 6 adufeiras de Idanha-a-Nova e o Barítono convidado Luís Rodrigues.

O Troféu Testemunho, este ano, foi entregue ao Concertino Beatriz Moura do Conservatório Regional de Música da Covilhã. Recordamos que este troféu representa toda a orquestra e restantes participantes.

O Concerto da Beira Interior 2017 foi apresentado em duas partes com um intervalo de 15 minutos. As obras apresentadas foram, na I Parte - Orquestra Sinfónica, que apresentou Bruma, Luís Cipriano (1964) e Suite Alentejana nº1, Luiz de Freitas Branco (1890-1955).

Na 2ª Parte – Orquestra Sinfónica, Coro Misto, Coro Infantil e Barítono Solo estreou “Monsanto”, Luís Cipriano (1964) obra foi inspirada no poema sinfónico de João Morgado do “Cerco ao Castelo de Monsanto”. 

“Monsanto” é composta por cinco andamentos e a Direção esteve a cargo de Bruno Martins.

Para reforços da orquestra sinfónica a Scutvias- Autoestradas da Beira Interior convidou alunos da região, que neste momento, estão no ensino superior na ESML – Escola Superior de Música de Lisboa, ESMAE – Escola Superior de Música de Artes e Espetáculos, Metropolitana, Universidade de Aveiro e JOBRA (Escola Profissional de Albergaria a Velha).

Este ano assistiram aos concertos do festival cerca de 1900 espetadores nas cidades de Abrantes, Castelo Branco, Guarda e vila de Mação.

In: diariodigitalcastelobranco.pt

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O Coro da Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) de Castelo Branco vai realizar um concerto sob a direção musical do Maestro Gonçalo Lourenço, no dia 25 de maio, às 18:30 horas, no Museu Francisco Tavares Proença Júnior.

Serão interpretadas obras de Monteverdi, J. Shahrimanyan, Alp Durmaz, Glenn Simonelli e Daniel Zajicek.

A entrada é gratuita e aberta a toda a comunidade.

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Conservatório de Castelo Branco com 2 concertos esta semana

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 23.05.17

O Conservatório Regional de Castelo Branco associa-se ao Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa, promovendo dois concertos durante a próxima semana.

Terça- feira, dia 23, Terça, às 21:00 horas, Francisco Moser (violino), Valter Freitas (violoncelo) e Philippe Marques (piano), apresentam o programa designado “Água”.

Na sexta-feira, dia 26, será a vez do quarteto de cordas constituído por João Vieira de Andrade (violino I), Lyza Valdman (violino II), Ana Monteverde (violeta) e Tiago Rosa (violoncelo) apresentarem “Terra”.

Os dois concertos decorrerão no Auditório Liszt do Conservatório, onde se poderá ouvir obras de Almeida Mota, Caio Facó, Francisco de Lacerda, Eurico Carrapatoso, Cláudio Carneyro, Luiz de Freitas Branco e Ruy Coelho. Informações de bilheteira disponíveis na secretaria do Conservatório.

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ESART representada no Festival “Monaco Electroacoustique 2017

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 28.04.17

Castelo Branco: ESART representada no Festival “Monaco Electroacoustique 2017"

A Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART) vai estar representada no Festival “Monaco Electroacoustique 2017”, que decorre de 4 a 6 de maio.

Trata-se de um encontro internacional onde estarão professores representantes de instituições como a Universidade de Harvard, Universidade de Montréal, Universidade de Paris VIII, Universidade de São Paulo, entre outras.

Jaime Reis irá em representação do Festival DME e da ESART – IPCB, juntamente com alunos desta instituição, que irão igualmente apresentar o seu trabalho. Para além de uma estreia do compositor Jaime Reis, os alunos Gonçalo Felício, Marta Domingues, Mariana Vieira, Rita Moreira, Ana Bento, Margarida Galvão, Maria Inês Pires e Maria Inês Santos irão apresentar-se em concerto no Monaco Electroacoustique.

As intérpretes irão estrear obras das compositoras num concerto com alunos da ESART, mas também do Brasil (apresentado por Flo Menezes), México (apresentado por Pedro Castillo Lara) e Bélgica (apresentado por Annette Vande Gorne)

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Concerto di Cavalieri. 31 MAR, 21h30, CCCCB.

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 28.03.17

TOMMASO ALBINONI -  SINFONIAS, CONCERTOS E ÁRIAS DE ÓPERA
 
31 de Março, 21h30, no Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco.
 

Certamente já ouviu o famoso Adágio de Albinoni. Mas e outras obras deste compositor? Tommaso Albinoni foi um dos principais compositores barrocos da incrível cidade de Veneza. Famoso na sua época pelas suas óperas, nos dias de hoje é sobretudo conhecido pela sua inspiradíssima música instrumental. É por isso mesmo que o maestro italiano Marcello di Lisa decidiu convidar a soprano Ana Quintans, a soprano portuguesa com mais brilho nos palcos internacionais de música barroca, para dar corpo às árias de Albinoni, trazendo para o séc. XXI todo o fogo e toda a intensidade da música vocal deste compositor.

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AMDF - Recital de Violoncelo por Jed Barahal. 24 MAR, 21h, Casino Fundanense.

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 24.03.17

Recital Jed Barahal

Realiza-se na sexta-feira, dia 24 de março, às 21 horas no Casino Fundanense um recital para violoncelo que será executado pelo músico Jed Barahal.
Ao longo de uma hora serão revistadas Suites de Bach para violoncelo solo.
Musicólogos em geral concordam que estas suites terão sido compostas para Ferdinand Christian Abel (1682-1761), um violoncelista e gambista da corte de Cöthen. É evidente que Bach tinha em mente um violoncelista virtuoso.
Ao lado das sonatas e partitas para violino, as suites para violoncelo são um pouco menos ambiciosas – mais do ponto de vista técnico do que musical - embora a escrita se torne cada vez mais complexa e o uso de acordes aumente ao longo das seis suites.
Não há dúvidas que Bach deu uma reviravolta na história do violoncelo e as suites são de tal maneira revolucionárias e geniais que nem sequer influenciaram de maneira directa a escrita posterior. É bastante evidente a maneira como Bach progride nesta experimentação musical, apalpando o terreno e ganhando segurança. Os acordes duplos, triplos e quádruplos tornam-se cada vez mais frequentes e ousados, mas ao mesmo tempo Bach continua a fazer uso constante dos recursos da escrita para uma voz quando ele quer criar não só um sentido melódico, mas também harmónica e contrapontística. Todos estes artifícios criam uma sensação harmónica e contrapontística surpreendente e altamente satisfatória. 

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Um rap de bons costumes – ao som de Mozart!

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 13.02.17

O rapper Mac Lethal conseguiu fazer um vídeo com um rap deveras DIFERENTE.

Ao som de Mozart, sem palavrões, ele gravou isso:

E o motivo pelo qual ele gravou o vídeo é o mais interessante: uma professora da primária chamada Sra. Francine pediu um vídeo pra mostrar aos seus alunos e para os inspirar!

BOA, rapper dude! :)

 

 

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Morreu Arlindo de Carvalho, compositor e maestro

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 29.11.16

Morreu Arlindo de Carvalho, compositor e maestro

O compositor e maestro Arlindo de Carvalho, autor de êxitos como “Chapéu Preto” e “Fadinho Serrano”, morreu no passado sábado, num hospital de Lisboa. Tinha 86 anos.
Era natural da Soalheira, no concelho do Fundão, na Beira Baixa.
No passado mês de Maio o compositor foi homenageado na Saoalheira, onde se lhe ergueu um monumento.
Em 2011, Arlindo de Carvalho recebeu a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores, reconhecendo a sua valiosa obra musical de raiz popular, como afirmou na ocasião fonte daquela cooperativa.

As suas composições foram interpretadas por nomes como Luís Piçarra, Gina Maria, Amália Rodrigues, Tristão da Silva, António Mourão, Maria de Fátima Bravo, Madalena Iglésias, Maria de Lourdes Resende, Lenita Gentil, Rão Kyao, Júlio Pereira, Guilherme Kjolner, Armando Guerreiro, Carlos Guilherme, Bjorn Ehrling, Richard Winsborough ou Maria do Ceo.

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A prodígio do violino Vilde Frang vence os Prémios Gramophone

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 23.08.16

Jovem artista norueguesa soube ontem que ganhou o Prémio Gramophone na categoria onde também concorria a portuguesa Maria João Pires

No fim-de-semana, festejou 30 anos. Ontem, soube que tinha ganho o Gramophone Award para a Melhor Gravação do Ano na categoria Concerto. Chama-se Vilde Frang Bjaerke, mas para a arte o último nome não conta.

A gravação em causa é a quinta que faz para a Warner Classics, de que é artista exclusiva, e contém os concertos do inglês Benjamin Britten (1913-76) e do austríaco Korngold (1897-1957), datados, respetivamente, de 1939 e de 1945.

Ao vencer o Gramophone, Vilde deixou para trás os outros cinco nomeados, que eram: os pianistas Maria João Pires e Daniil Trifonov; o violetista Maxim Rysanov e os colegas Christian Tetzlaff e Janine Jansen. Nomeada com 29 anos, Vilde nem sequer era a mais nova no grupo: Daniil Trifonov é cinco anos mais novo e senhor de um percurso igualmente fulgurante: há três meses foi o escolhido para receber o Prémio de Música 2016 da Royal Philharmonic Society (Maria João Pires também era uma das pré-selecionadas). Aliás, considerando os seis nomeados, o maior concorrente de Vilde terá sido mesmo Trifonov.

Comparada a um elfo

Não é incomum ler-se que Vilde parece uma dessas criaturas sobrenaturais das mitologias nórdicas tornadas ultimamente muito populares devido aos filmes da saga O Senhor dos Anéis. E ela tem de facto uma aparência algo intemporal, reforçada, no seu caso, pelo aspeto ainda muito juvenil (a foto acima tem uns quatro anos, apenas).

Outra curiosidade da sua infância é que o violino surgiu na sua vida por falta de espaço: como transportar três contrabaixos numa carrinha Volkswagen, além de uma família de quatro pessoas? Foi essa a pergunta que o pai se fez, considerando que a filha mais velha já tocava, como ele, o maior instrumento de cordas. Daí que recomendou que a filha escolhesse para si o mais pequeno!

Ensinada primeiro segundo o método Suzuki, Vilde depressa se tornou um fenómeno e começou logo a aparecer em concertos e com orquestras. No início da adolescência, Mariss Jansons, o grande maestro estónio, convidou-a para ser solista num concerto em que dirigia a Filarmónica de Oslo. Diga-se, de resto, que Vilde passou por uma galeria de grandes mestres: Henning Kraggerud, Kolja Blacher, Anna Chumachenko, Anne--Sophie Mutter e Mitsuko Uchida. Mormente as duas últimas foram decisivas na sua evolução e no seu lançamento internacional: Mutter tornou-se sua mentora (tinha Vilde 12 anos) e a Fundação que criou apoiou-a, enquanto Uchida (que é pianista) o fez no âmbito da bolsa do Fundo Borletti-Buitoni, de que é curadora.

Aqui, o vídeo da Warner sobre a gravação premiada, com depoimentos de Vilde Frang e do maestro James Gaffigan, que dirige a Sinfónica da Rádio de Frankfurt:

 

Obama para tio

Num quiz a que se submeteu, ela escolheu Barack Obama ("gostava que ele fosse meu tio") como figura famosa que escolheria para seu parente. E explica que o seu nome próprio deriva de "selvagem". Apesar da carreira que já ostenta, afirma que sucessos e erros são 50/50 no seu percurso e que é a música que toca e que ouve que lhe conferem um "super-poder".

Vilde também diz coisas mais estranhas como: "em concerto, pensar é o maior inimigo da música. Eu nem sinto que estou a tocar violino"; ou que o seu ideal durante um concerto é "transformar-me eu própria em música, som, notas".

Confessa desejar "ter estado mais presente e com mais gosto" em certas salas onde atuou e que tem por ritual pré-concerto desligar por completo o telemóvel que fica no camarim: "É uma das muito poucas ocasiões em que o faço!"

Discografia de ouro

Como dissemos, foi ao quinto disco que Vilde chegou ao Gramophone. Antes deste, ela já tinha gravado três discos de concertos e um programa de recital. Aliás, a sua discografia começou logo de forma ousada, com o emparelhamento do Concerto n.º 1 de Prokófiev e do Concerto de Sibelius (mais três Humoresques deste último). Seguiu-se um programa de recital com o pianista Michail Lifits, preenchido com obras do compatriota Grieg (Sonata n.º 1), mais a Sonata para violino solo de Bartók e Richard Strauss (Sonata, op. 18) . O terceiro álbum voltou a juntar um escandinavo e um russo: o Concerto do dinamarquês Carl Nielsen e o famoso op. 35 de Tchaikovsky. Por fim, antes do CD agora premiado, Vilde foi para um registo totalmente diferente, dedicando um CD a Mozart, com os Concertos n.º 1 e n.º 5, mais a Sinfonia Concertante para violino, viola e orquestra.

O que se seguirá para a "selvagem" Vilde? Ela afirma que gostaria de cruzar experiências com outras artes e com músicos não clássicos. Mas sempre com a mesma seriedade e integridade que põe na arte que tão bem pratica. Vilde não acredita que a música clássica precise de "perder a alma" para chegar a públicos novos: "Ela pede-nos um esforço de apreensão, mas depois o que nos oferece em troca é imensamente gratificante!"

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Frederico Lourenço, estudante do 1º ano do Mestrado em Ensino de Música na Escola Superior de Artes (ESART) de Castelo Branco, na classe dos professores Augusto e Alexandra Trindade, foi recentemente selecionado para duas orquestras internacionais: A Orquestra Mundial (The World Orchestra) e a Orquesta Joven de Extremadura (OJEX).

A Orquestra Mundial é uma iniciativa produzida pela East-West Music, sediada em Espanha, e desde 2004 tem como maestro titular Josep Vincent. A Orquestra Mundial é formada por jovens entre os 18 e os 28 anos de 64 países diferentes e já atuou em países como Chipre, Áustria, Alemanha, Holanda, Canadá, China, Espanha, África do Sul, os Balcãs e Líbano. Entre 9 e 17 de agosto, a orquestra estará em Alicante (Espanha) a gravar as Sinfonias n.º 3, 4 e 6 de Michael Nyman e a realizar um concerto com os “grandes clássicos” da música erudita.

A Orquesta Joven de Extremadura (OJEX) é um projeto pedagógico desenvolvido pela Fundación Orquesta de Extremadura e com os apoios da Consejería de Educación y Cultura del Gobierno de Extremadura. A formação é composta por instrumentistas de nacionalidades Espanhola e Portuguesa, com idades compreendidas entre os 16 e os 25 anos de idade. Desde 2014, o Diretor Artístico e maestro titular é Andrés Salado. Após as provas de admissão realizadas em Março, foram apurados 126 músicos de 370 candidatos. O primeiro estágio decorreu em Badajoz e Cáceres entre os dias 7 e 15 de julho e conta já com projetos futuros, nomeadamente a participação no reconhecido festival de música de Beirut, no Líbano, em março de 2017.

Ricardo Vieira, atualmente a frequentar o 3.º ano da Licenciatura em Música na ESART - IPCB, na classe dos professores Augusto e Alexandra Trindade, foi selecionado, após realização de concurso, para concertino da Orquestra de Jovens do Mediterrâneo.

Sob a direção do maestro Marko Letonja e a solista Aude Extrémo (mezzo-soprano), a Orquestra apresentou-se no Grand Théâtre de Provence em Aix-en-Provence, Théâtre de la Criée em Marselha, Igreja de St. Donat em Zadar na Croácia e na Slovenian Philharmonic Hall (Academia Philharmonicorum , 1701) em Liubliana na Eslovénia. Interpretaram obras de Žuraj (Burlesque), Musorgski (Songs and Dances of Death), Shostakovitch (Symphony No. 9) e R. S (Till Eulenspiegel‘s Merry Pranks).

Primeiro Concerto desta digressão disponível em: www.youtube.com/watch?v=2tchuYyeAJI

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IV Festival de Música Antiga de Castelo Novo. 29 a 31 JUL.

por Filarmónica Recreativa Cortense, em 26.07.16

O Município do Fundão, em parceria com as Aldeias Históricas de Portugal, e com o apoio da Antena 2 e da Junta de Freguesia de Castelo Novo, vai organizar, de 29 a 31 de julho, o IV Festival de Música Antiga de Castelo Novo – Ventus Nocturnus 2016.

Segundo o comunicado, este festival surge do crescente interesse a que temos assistido nas últimas décadas pela música do passado, em especial pela música escrita antes do século XIX. O trabalho intenso de musicólogos, construtores de instrumentos e intérpretes levou à redescoberta de um repertório de compositores e instrumentos, cuja memória, em muitos dos casos, se perdeu. Todo este trabalho permitiu a reconstituição dos ambientes sonoros dos séculos que nos precederam e é essa reconstituição do passado que é pretendida no Festival de Música Antiga de Castelo Novo.

Para o efeito, ao longo de três dias, serão realizados vários espetáculos, onde surgirão compositores e obras, interpretados à luz das práticas dos períodos Medieval, Renascentista e Barroco, em instrumentos ou cópias de instrumentos originais, procurando reproduzir, nos nossos dias, as sonoridades do passado.

As particularidades de Castelo Novo tornam esta aldeia histórica num local fascinante, pela aura de misticismo e transcendência que emana e que está muito presente nas sonoridades do passado que se pretendem dar a conhecer com este Festival, que irá decorrer de acordo com o seguinte programa:

Sexta-feira, 29

22.00h   Espetáculo de Abertura – "A Dança no Barroco" | Jardins da Quinta do Alardo

Em torno da Suíte Orquestral em dó maior, BMV 10066 Johann Sebastian Bach.

Coreografia – Isabel Gonzaga; Espaço Cénico – Bruno Cochat; Edição Musical – Carlos Passos; CANORA TURBA – Música e Dança Antiga; Bailarinos – Alexandra Campos, Sandra Correia, Bruno Cochat, Raquel Fragoso, Ruben Saints e Isabel Gonzaga.

Sábado, 30 de julho

11.00h e 15.00h  Atelier Histórias Criativas | Galeria Manuela Justino

Espaço dedicado às crianças, onde se percorre o imaginário das Aldeias Históricas, através das artes plásticas.

15.30h   Recital de Flauta de Bisel e Dois Cravos | Igreja Matriz de Castelo Novo.

Uma viagem sonora através da música dos Séculos XVI, XVII e XVIII.

Os Músicos do Tejo – António Carrilho (Flautas de Bisel), Marco Magalhães (Cravo) e Marta Araújo (Cravo).

18.30h   Banda de Música da Liga dos Amigos de Castelo Novo | Largo da Bica.

21.00h   Visita Guiada a Castelo Novo | Inscrições no Posto de Turismo de Castelo Novo.

22.00h   Vozes Femininas «Chansons de Femmes» | Igreja Matriz de Castelo Novo.

Canções femininas medievais europeias e sefarditas. Uma viagem sonora e visual ao universo medieval.

Coordenação de Cena – Rúben Saints, Obras de Beatriz de Dia, Anónimas do Séc.XII, Azalais de Porcairague, Maria Jonas, Martín Codax e Canções Safarditas.

"Sansitierce" – Maria Jonas (Canto, Shruti Box e Percussão), Bassem Hawar (Djoze) e Dominik Schneider (Guiterne e Flautas Transversais).

Domingo, 31 de julho

10.00h   Masterclass – O Canto Medieval | Antiga Escola Primária.

A Poesia, a Música Medieval e a sua interpretação na atualidade.

Masterclass orientado por Maria Jonas e Pedro Rafael Costa, destinada a cantores e público em geral.

Inscrições no Posto de Turismo de Castelo Novo ou pelo telefone 961 445 399.

11.00h   Visita Guiada a Castelo Novo | Inscrições no Posto de Turismo de Castelo Novo.

11.00h e 15.00h  Atelier Histórias Criativas | Galeria Manuela Justino.

Espaço dedicado às crianças, onde se percorre o imaginário das Aldeias Históricas, através das artes plásticas.

15.00h   Vozes Femininas «Il Canto Nel Settecento» | Igreja Matriz de Castelo Novo.

Concerto de encerramento, com obras de Michel Richard Delalande, João Rodrigues Esteves, G.F. Handel, Giovanni Battista Pergolesi, J.S. Bach e J. Haydn.

Ana Paula Russo e Ariana Moutinho Russo (Sopranos) e Sérgio Silva (Cravo).

No sábado, dia 30 de julho, irá ainda ter lugar a iniciativa "Estórias de Castelo Novo", em que a Casa da Lagariça, em parceria com o Município do Fundão e o Clube de Produtores de Fundão, complementa a oferta musical do Festival com uma experiência turística onde os participantes poderão degustar produtos gastronómicos do antigo território de Alpreade/Castelo Novo, elaborados artesanalmente. Esta iniciativa terá a lotação máxima de 30 pessoas e para mais informações deverá contactar a Casa da Lagariça, através do contacto telefónico 962 697 493.

Os espetáculos terão lotação limitada, de tal forma poderá reservar o seu lugar ou pedir mais informações no Posto de Turismo ou através dos contactos 275 561 501 ou 961 445 399.

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